Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Finalmente descobri o que me faz falta

Tenho andado triste e desanimada com todos os acontecimentos ocorridos nestes últimos tempos.

 

Não consigo concentrar-me. Não fico sossegada a ver um filme, nem consigo ler (apesar de gostar de ler e andar sempre com livros atrás de mim), não consigo cozinhar com prazer (justamente uma das coisas que me dá mais gozo fazer em casa)... Nada!

 

Há pouco, enquanto pensava que isto não podia continuar assim e que deveria agir rapidamente para que as coisas não piorassem, descobri o que me estava a fazer falta. Incrível! Faz-me falta a emoção, a adrenalina, a novidade. Os últimos tempos têm sido demasiado desgastantes e nada compensadores do ponto de vista emocional.

 

Não tenho tido tempo para pensar em mim. Sofri demasiados desaires  e contratempos, desilusões a todos os níveis e falta de apoio justamente de onde deveria vir, os problemas de saúde (daqueles que me são próximos e os meus), conduziram a uma quebra acentuada da minha auto estima. 

 

Nunca me achei bonita. Nem sou. Apenas sou eu própria. Neste momento sinto-me um farrapo. Sombra de mim própria.

 

O facto de olhar o espelho e ver a quantidade de cabelos brancos, que se multiplicam a cada dia, também não ajuda. Faz-me pensar em tudo o que deveria ter vivido e não vivi, naquilo que poderia ter feito e não fiz, nas oportunidades que desperdicei... As oportunidades não voltam!

 

A verdade é que me sinto envelhecida. Não pela idade, mas pelo espírito cansado e pela falta de alternativas.

 

Falta-me então, emoção, adrenalina e novidade.

 

Nesta pasmaceira em que me recolhi, não sei onde irei encontrar estes três "ingredientes" que poderão trazer de volta a Eusinha de sempre: risonha, brincalhona, feliz...

 

Preciso, urgentemente de: atascar o jipe num lamaçal qualquer; dançar uma noite inteira; passear de moto (mesmo debaixo de chuva); sentir o calor da amizade; pisar os palcos, de novo, cantar pela noite dentro e animar os serões dos outros; sentir a invasão dos nervinhos miúdinhos perante o desconhecido; sentir os arrepios e todas as sensações que o amor me pode dar; ir para os copos com o pessoal (mesmo só para beber àgua tónica com rodelas de limão); voltar a sentir-me VIVA!

 

 

 

P.S. E preciso falar com o meu amigo RUI. Devo-lhe um pedido de desculpas.

 

 

 

 

 

 

sinto-me: A precisar sentir-me bem
escrito por Eusinha às 18:28

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1 comentário:
De Maria Araújo a 25 de Janeiro de 2009 às 23:00
Olá, Eusinha. Força. Por que não faz o que lhe apetece?
De certeza que não é mais velha que eu. De certeza que tem muita vida dentro de si. De cetreza que os cabelos brancos não a impedem de os pintar. De certeza que tem amiggos para sair, viver aventuras, andar de mota com a chuva a cair-lhe, de fazer o que muito bem tranpôs neste post.
E o amigo Rui, por que não ligar-lhe.
Fique bem consigo. Faça o que lhe apetece. Penso que não é difícil...
Se fizer tudo o que tem vontade, os 3 ingredientes, vêm naturalmente.
(Estou ansiosa que o tempo melhore para eu poder fazer o que mais gosto no Inverno, com Sol. Passear pela praia e sentir o frio, o cheiro a mar, as ondas a baterem na areia) , os ingredientes que me fazem sentir livrre, feliz e de benm com a vida.
Beijinho.

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