Sábado, 23 de Maio de 2009

Hoje

6.30 horas. O quarto está claro. Levanto-me. Espreito a manhã pela janela do quarto de vestir e sinto vontade de ir até à praia. Trato da minha higiene.

 

6.40 horas. Tomo o pequeno almoço: uma taça de kefir com 4 colheres de sopa de gérmen de trigo e uma de mel.

 

6.50 horas. Rego a horta. Está viçosa. Vou ter de plantar alfaces novas, as que lá estão, não estão a crescer como esperava. Mas o resto está bonito.

 

7.00 horas. Visto uma t-shirt branca e umas calças à pirata, também brancas.

 

7.05 horas. Abro o portão, entro no jipe e arranco, rumo à praia.

 

7.20 horas. A praia está deserta. Que maravilha. O mar, a areia, o sol e eu. Perfeito! Sento-me na areia e recebo o calor matinal, de um sol que me energiza. Não sei quanto tempo fiquei assim, quieta, de olhos fechados, a usufruir de um mar só meu, de um sol só meu, de uma praia só minha...

 

Levanto-me e vou molhar os pés. A água está óptima. Respiro fundo e penso na sorte que tenho em poder estar ali. Com pequenas ondas a baterem-me nas pernas, caminho, para cá e para lá, indiferente a um passado e a um futuro, usufruindo apenas um presente que me desperta os sentidos e me faz sentir viva.

 

Subo as escadas que levam ao bar da praia. Leio o anuncio afixado nas portadas e vou até à marina. Não se vê vivalma. Sons, só os das gaivotas e o suave bater das ondas no molhe.

 

Volto à praia. Deixo-me estar... O pensamento voa. Recua no tempo. Transporta-me até um passado recente, até uma felicidade em tudo diferente desta. Não tão calma. Não sei qual prefiro...

 

23 de Maio de 2006. Já aconteceram tantas coisas. Houve risos, sorrisos, lágrimas, choro contido, gargalhadas sonoras, paz, tranquilidade, dor, felicidade, amor, desamor. Enfim...

 

Regresso ao jipe. A vida da cidade começa a fazer-se sentir. Recuso-me a olhar para o relógio. Não ligo o rádio. Não quero que nada estrague a paz e a felicidade que sinto.

 

Faço-me à estrada. Já há trânsito. Conduzo em direcção a casa. Prefiro a estrada regional à auto-estrada. Demoro um pouco mais. Mas isso não importa.

 

Cheguei. O silêncio reina. À excepção dos gatos e da cadela, tudo dorme.

 

Sinto-me bem.  Faço um café e vou bebê-lo na rede. Preparo-me para um, espero eu, bom e feliz, final de semana.

 

 

 

 

sinto-me: com a energia do sol
escrito por Eusinha às 15:30

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4 comentários:
De Tovi a 23 de Maio de 2009 às 17:15
Quando fazemos o que nos apetece e unicamente o que nos apetece, somos felizes.
Um bom fim-de-semana para si.
De lovenox a 23 de Maio de 2009 às 23:02
Com esta descrição e quietude quase que apetece entrar nesse mundo fantástico, e que bom que deve ser acordar a ouvir o mar... gostei.
De Just Moments a 24 de Maio de 2009 às 17:44
Que bela maneira de começar o dia!!

..o sossego , a paz..
enfim..Tu és assim!!
única..

Beijinhos
De Maria Araújo a 26 de Maio de 2009 às 23:45
Vivo a 30 km da praia.
Adoro faze isso.
Preciso de o fazer,em breve.
O mar , o cheiro a maresia, as ondas, as gaivotas, serenam a alma.~
Beijinho

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