Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Ontem...

... vi televisão.

 

O calor em Lisboa era muito. Enquanto aguardava a ida à consulta, espreitava a televisão que estava ligada na sala de espera do hospital.

 

No ecrã, Júlia Pinheiro e um convidado cujo nome não sei, nem tão pouco me interessa. O tema pelo que percebi, girava em torno da roupa que as mulheres com 40 anos deveriam ou usar.

 

Confesso que não concordei com quase nada daquilo que o senhor, ao que parece expert na matéria, disse.

 

Que me desculpe o dito cujo, mas onde fica a juventude de espírito, que leva à vontade de vestir isto ou aquilo, esta ou aquela cor? E o facto de me sentir bem com o que visto, não conta para nada? Afinal visto-me para mim ou para os outros?

 

A minha forma de estar na vida, na vida que considero minha, e que só a mim diz respeito, leva-me a vestir-me com roupa que me agrade, com a qual me sinto bem, confortável.

 

E, mais uma vez, solto o grito do meu amigo Pedro Barroso "... se houver alguém que não goste, não gaste, deixe ficar...", que é como quem diz, se houver alguém que não goste, não olhe...!

 

 

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escrito por Eusinha às 14:40

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Sábado, 22 de Novembro de 2008

Para que conste

Ando por aqui, apenas porque me apetece. Não tenho intuito de me imiscuir na vida de ninguém, nem me passa sequer pela ideia que alguém possa fazê-lo comigo. Aliás, não o admito sequer. Mexericos não me interessam nem um bocadinho. Não passam disso mesmo: mexericos. Ditos de gente mal intencionada, sem vida própria, que se ocupa da vida alheia, quiçá, justamente para desviar a atenção do podre e pobre que é a sua própria existência, deturpando verdades ou simplesmente inventado situações, que em nada abonam em favor dos próprios.

 

Nada procuro. Quero apenas um pequeno espaço para escrever. Este espaço.

 

Quando comento um post, faço-o apenas porque quero. Porque me disse algo ou porque achei que devia fazê-lo. Não têm, os meus comentários, segundas intenções. E, estou-me literalmente nas tintas para pensamentos que mentes perversas possam ter. Esses pensamentos são da inteira responsabilidade de quem os tens. Se deles e, por acção da palavra surgirem boatos, temos pena. São puro reflexo de uma pobreza de espírito e desconhecimento do ridículo a que se expõem quem os difunde.

 

Antes de contarem algo sobre alguém, lembrem-se da história das três peneiras.

Olhem-se ao espelho.

Melhorem o vosso "eu" interior.

Sorriam para dentro. Sorriam para fora. Sorriam, por tudo e por nada. Mas, sorriam!

E riam. Riam muito. Riam alto.

Aceitem-se tal como são: com defeitos e qualidades. Ninguém é perfeito. Uns são melhores numas coisas, outros noutras...

Completamo-nos nas fragilidades, com a força de quem nos rodeia.

 

Façam-me um favor: SEJAM FELIZES! MUITO FELIZES! e, deixem-me sê-lo, também.

sinto-me:
escrito por Eusinha às 10:25

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Sábado, 14 de Junho de 2008

Idade para ter juízo

Quantas e quantas vezes já ouvi e já disse esta frase "Já tens idade para ter juízo!"?

 

Hoje, questiono-me, sobre o facto de existir uma idade para tal e sobre o que é o juízo a que a frase se refere.

 

Será o juízo uma forma comportamental que agrada mais aos outros do que a nós próprios? Será uma fonte de falsos e hipócritas moralismos?

 

Vivo em sociedade, é certo, mas deverei anular-me para parecer bem aos olhos dos outros?

 

NÃO!

 

Devo respeitar os outros e respeitar-me. Mas devo ser, acima de tudo feliz, com as escolhas que faço. Só sendo feliz, poderei transmitir felicidade aos que me rodeiam.

 

Louca?! Sim, sou. Sempre fui... Por isso, justamente por isso, ouvi tantas e tantas vezes a frase acima referida.... E, por isso também, acho que nunca conseguirei, por muito avançada que seja a minha idade física, alcançar a idade mental para ter juízo.

 

Lamento se desiludo aqueles que projectavam aniquilar-me o pensamento e os sentimentos.

 

Eusinha, está acima de barreiras e fronteiras estereotipadas, pré-fabricadas para consumo alheio. Sou muito mais do que isso! Valho muito mais do que isso!

 

Afinal, não é todos os dias que nos podemos afirmar como sendo nós próprios. E, hoje eu sou mais eu. Sou EUSINHA!

 

 

sinto-me: No mundo da Lua
música: Fly me to the monn, Frank Sinatra
escrito por Eusinha às 13:24

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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Maria

Chegou a casa tarde e cansada. Apetecia-lhe um banho quente e relaxante. Mas não podia dar-se a esse capricho. Não naquele momento. Tinha de terminar de ajustar contas com o passado e encerrá-lo.

 

Tinha decidido que seria naquele dia e tinha de sê-lo. Adiara tempo demais. O emprego também não ajudava. Achavam todos que por viver sozinha tinha toda a disponibilidade do mundo, para trabalhar até tarde, sempre que fosse conveniente para a empresa. Já começava a cansar.

 

Mas o passado tinha que ser encerrado, hoje, na caixa de madeira que tinha no colo. Acreditava, até, que já podia encerra-la para sempre. Fora doloroso demais, a ausência do marido, os filhos a crescerem sem o pai, o olhar do próprio pai sempre que lá iam a casa, como se quisesse dizer-lhe: "eu bem te avisei, não me deste ouvidos!"

 

Lembrava-se como se fosse hoje, o dia em que conhecera o marido e por ele se apaixonara. Frequentava o primeiro ano de faculdade e ele o terceiro. Tropeçaram um no outro no corredor da faculdade. Pouco tempo depois, uma amiga comum, apresentou-os. Começaram a namorar. Passado pouco tempo decidiram ir viver juntos. A família dele não aceitou. Tiveram de casar. Os seus pais nunca tinham aceite aquele casamento. Agora sabia que tinham razão.

 

Quando o segundo filho nasceu, Maria, teve de deixar de trabalhar. Francisco o mais velho, tinha apenas dois anos. Ficou com os dois em casa. Foi então que surgiu o convite para que Gonçalo, o marido, fosse fazer investigação numa universidade nos Estados Unidos. Seria por pouco tempo. Era prestigiante para ele e daria um dinheirito extra (que convenhamos, vinha mesmo a calhar). Analisada a situação, pesados os pós e os contras, Gonçalo aceitou o convite e partiu por dois anos.

 

Foram dois longos anos. Difíceis para Maria. Mas Gonçalo vinha a casa de seis em seis meses, o que era muito bom.

 

Um dia, estava Maria a fazer o seu currículo para apresentar na empresa onde ainda hoje trabalha, recebeu um chamada de Gonçalo. Este felicíssimo , comunicava-lhe que ficaria nos Estados Unidos por mais dois anos.

 

A partir desse momento o casamento, começou a desmoronar-se. O espaço de seis meses entre cada vinda a casa aumentou para um ano e o período de permanência diminuiu de quinze dias para apenas uma semana.

 

Maria sofria em silêncio.

 

Findos os dois anos Gonçalo não voltou. Ficou nos Estados Unidos. Os miúdos deixaram de sê-lo, cresceram e fizeram-se uns jovens bonitos, inteligentes, aplicados e sobretudo amigos da sua mãe. Estudavam com afinco e com dezassete anos entraram para a Universidade. Francisco para Direito e Bernardo para Medicina. Neste momento frequentavam o quarto e segundo ano dos respectivos cursos.

 

Era gratificante para Maria sabê-los a seguir o seu caminho. Já quase não falavam do pai. Mesmo assim, nos longos serões solitários, Maria reuniu uma série de objectos e fotografias que, de alguma forma, os ligasse ao pai. Revelou fotografias onde estavam os dois filhos, para que ambos tivessem acesso ao seu pedaço de história com Gonçalo. Tinha-lhes entregue tudo no último fim de semana. Francisco e Bernardo tinham vindo festejar o aniversário dela...

 

Maria, sorriu. Fechou a caixa e com ela um capítulo da sua vida.

 

Sentiu-se leve.

 

Dirigiu-se ao frigorifico e retirou uma garrafa de champanhe. Ia festejar.

 

Foi até à varanda, sentou-se na sua cadeira de baloiço e começou a beber o líquido gelado, deliciando-se com ele, tanto quanto com aquela sensação de liberdade há tanto esquecida.

Sentia-se livre...

 

Os primeiros raios de sol bateram-lhe no rosto e acordaram-na. Tinha dormido na varanda.

Abriu os olhos lentamente e inspirou o ar fresco da manhã.

 

O dia estava bonito! Ela estava bonita! E a vida... ah! a vida era bela!

 

 

 

sinto-me: inspirada? livre? quem sabe...
escrito por Eusinha às 22:49

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Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Prisão sem grades...

 

É certamente uma prisão sem grades este sentimento que me prende a ti.

 

Sem correntes, sem algemas, sem laços efectivos, estou completamente presa.

 

Os fios invisíveis impedem os meus movimentos físicos e castram brutalmente os meus pensamentos.

 

 

sinto-me: Presa
escrito por Eusinha às 12:28

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Domingo, 25 de Março de 2007

Há dias assim...

Há dias assim, e hoje acordei com vontade de ouvir poesia. Poesia dita por José Fanha.

Não sei se movida por tudo quanto ultimamente se tem dito e escrito sobre liberdade , amizade, amigos e amor, se por qualquer outro motivo, mas o que é certo é que acordei com esta vontade.

E, fiquei triste. Fiquei triste porque nos meus registos, quer cd ou vinil, ou até mesmo em vídeos, não tenho nada de José Fanha. Como é isto possível!? Ia jurar que tinha!

Vem-me à memória a primeira vez que vi José Fanha, ao vivo,  à minha frente, fazendo sair da sua boca as palavras, qual água fresca, dirigida à minha mente sequiosa de cultura, em jeito de palavra escrita e dita por quem sabe fazê-lo. Os olhos brilhavam-lhe, espelho da emoção contida em cada palavra dita.

Lembro-me, que começou por dizer que estava entre amigos, numa festa de amizade e liberdade.

E a liberdade é isso mesmo. Uma festa. Uma festa de amizade, de amor, partilha e, acrescento eu, de respeito. Façamos da liberdade de partilharmos este espaço, um hino à amizade e ao respeito individual e conjunto.

 

P.S. Se alguém souber o nome de algum CD de poemas, ditos por José Fanha, por favor, partilhe-o comigo. Obrigada

 

 

sinto-me: assim
escrito por Eusinha às 13:17

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