Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

'A minha próxima vida', por Woody Allen

 

Na minha próxima vida, quero viver de trás para a frente.

 

Começar morto, para despachar logo este assunto.

 

Depois acordar num lar de idosos e, sentir-me melhor a cada dia que passa.

 

Ser expulso por estar demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro, no primeiro dia.

 

Trabalhar quarenta anos, até ser novo o suficiente para gozar a reforma.

 

Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo e, depois estar pronto para o liceu.

 

Em seguida, a primária, fica-se criança e brinca-se.

 

Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos.

 

Por fim, passamos nove meses a flutuar num spa de luxo, com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior, de dia para dia.

 

E depois,

 

                                   VOILÁ!

 

                                    Acaba com um orgasmo!

 

Tenho dito!

 

 

 

Como gostaria de ter sido eu a escrever este texto... Mas, enfim, a minha capacidade não chega a tanto.

 

Posso, no entanto, garantir, que para além de fazer-me sorrir, fez-me pensar no facto de não aproveitarmos a vida da melhor forma. Por falta de oportunidades? Por falta de forças? Por falta desse "vil metal" que tanto nos condiciona? Se calhar!...

sinto-me: com sono
escrito por Eusinha às 23:49

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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Estrela do Mar

Um pequenino grão de areia

Que era um pobre sonhador

Olhando o céu viu uma estrela

Imaginou coisas de amor, ô ô ô

 

Passaram anos, muitos anos

Ela no céu ele no mar

Dizem que nunca o pobrezinho

Pode com ela se encontrar

 

Se houve ou se não houve

Alguma coisa entre eles dois

Ninguém soube até hoje explicar

 

O que há de verdade

É que depois, muito depois

Apareceu a Estrela do Mar

 

Da autoria de Paulo Soledade e Marino, interpretado por Dalva Oliveira, no ano de 1952.

 

 

Nota: Acordei hoje a cantarolar esta canção. Não sei se por me achar um pequenino grão de areia...

 

sinto-me: eheheheheh
música: Estrela do Mar
escrito por Eusinha às 14:04

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Domingo, 6 de Janeiro de 2008

"No caminho da Utopia"

A utopia está lá no horizonte.
Aproximo-me dois passos, ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei.
Para que serve a utopia?
Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.



Eduardo Galeano (Escritor uruguaio)

 

 

Nota:

Retirado do "Queridas Bibliotecas" http://queridasbibliotecas.blogspot.com/, blog  de José Fanha, que visito habitualmente e cuja visita recomendo.

          

sinto-me: bem
escrito por Eusinha às 23:42

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Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Prisão sem grades...

 

É certamente uma prisão sem grades este sentimento que me prende a ti.

 

Sem correntes, sem algemas, sem laços efectivos, estou completamente presa.

 

Os fios invisíveis impedem os meus movimentos físicos e castram brutalmente os meus pensamentos.

 

 

sinto-me: Presa
escrito por Eusinha às 12:28

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Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

À procura do amor

Andei louca pela cidade à tua procura. Não te encontrei em parte alguma. Continuei de uma forma insana a busca, sempre com o mesmo resultado.

Tropecei em cada pedra da calçada, caí exausta na berma de uma qualquer estrada e, não te encontrei.

Subi montes, desci vales, aumentei o meu desespero, numa busca sem fim e, nada.

De ti nem sinal.

Quis ver o teu rosto em todos os rostos que comigo se cruzaram.

Ouvi a tua gargalhada em todas as gargalhas ao meu redor.

Senti mesmo, o teu olhar, quente e doce, em cada um daqueles olhares que me eram dirigidos.

Fingi sentir as tuas mãos no meu corpo, em todas as mãos que o acariciaram.

Foi então que descobri que o amor não tem rosto, o amor não ri às gargalhadas, o amor não vê e o amor não tem mãos.

Percebi que o amor  que eu em vão procurara, não existia . Nunca existira. Não existiria.

Fechei-me a sete chaves, num castelo inalcançável , e chorei. Chorei pela ilusão perdida, pela dor sentida, pela utopia do amor.

Rodeei-me de gelo, tornei-me eu própria um bloco dele.

Vieram ventos, chuvas, tremendas tempestades e eu, mantive-me inalterada na minha superior frieza.

Hoje, do alto das muralhas por mim construídas, olho à minha volta e vejo que procurei longe, o que afinal estava perto.

Procurei o amor, longe.

Nem pensei tão pouco que o chilrear do pássaro na minha janela todos os dias pela manhã, era uma forma de este dizer que me amava.

Não percebi que o leve aroma a violetas, que me entrava pela janela, aos primeiros raios do sol, eram uma forma de amor.

E tantas, tantas outras provas me foram dadas. As mesmas provas que foram sempre por mim ignoradas.

Agora percebo que o amor esteve sempre à minha volta, nas pequenas coisas da vida...

E sinto-me aberta ao amor...

 

 

sinto-me: luminosa
tags: , ,
escrito por Eusinha às 18:45

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Quinta-feira, 29 de Março de 2007

Abraço

Entraste no meu sonho

Devagar

Olhaste-me

Sorriste

Mergulhei no teu olhar

Qual abismo negro e profundo

Senti nos meus lábios,

a brisa doce e terna

do teu beijo.

Abraçaste-me

Abraço quente e forte.

Acordei!

Ao meu lado, a cama vazia

A envolver-me não estavam os teus braços

Só o frio gélido de uma noite de inverno.

Fechei os olhos...

Não quero sentir a realidade desta noite fria

Quero, prefiro, sentir o utópico prazer

Quente e forte do teu abraço.

sinto-me: Bem
escrito por Eusinha às 10:44

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Sexta-feira, 7 de Julho de 2006

Utopia

Não sei o que aconteceu. A última vez que tentei escrever qualquer coisa, mandei tudo pelos ares (falsa expressão), e acabei por não publicar nada.

Vou tentar escrever alguma coisa hoje.

Falava de uma utopia... a de ter-te perto de mim.

Sentia, nas minhas, as tuas mãos. Os nossos dedos estavam entrelaçados.

A tua boca, numa avidez, nunca antes experimentada, buscava a minha. Que bom que é sentir-te! Que saboroso é o teu beijo e que delicia é a tua língua.

Que quente é o teu abraço e que doce é a tua voz, enquanto sussurras as palavras que anseio ouvir...

Gosto tanto de te sentir, seja de forma for.

Sentir-te já me basta...

Tenho medo da loucura que é saber-te e ter-te sem te ter...

Dói saber que, talvez, nunca seremos um só.

Estaremos nós unidos de alguma forma?

Pela distância? Pelos sonhos que são meus e que anseio sabê-los teus também? Talvez!

Neste momento precisava desenhar com os meus dedos as linhas do teu rosto e ouvir a tua voz. 

Precisava ter-te ao alcance dos meus lábios, para poder saborear-te...

Mas o que são as minhas necessidades? Desejos incontidos de saudade e utopia. Emaranhados de sonhos impossíveis. Confusão febril de quem já não sabe gerir os próprios sentimentos e vontades.

Tudo isto para quê? Para dizer-te que... Deixo que sejas tu a adivinhar o que te quero dizer.

sinto-me: Com Saudades...
tags:
escrito por Eusinha às 20:25

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