Domingo, 4 de Outubro de 2009

Amo-te

 

 

 

Brotam-se-me dos dedos as letras

Soletro o teu nome

Surge no écran...

 

AMO-TE!

 

sinto-me:
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escrito por Eusinha às 12:13

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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

...

Sei que é um poema de Regina Guimarães, mas desconheço o nome... Este motivo deveria ser suficiente para não ousar transcrevê-lo, no entanto, ele é de uma beleza tal, que seria egoísmo da minha parte não o deixar aqui.

 

 

 Espaço sem portas, sem estradas, o do amor.

O primeiro desejo dos amantes

é serem velhos amantes

e começarem assim o amor

pelo fim.

 

Regina Guimarães     

 

 

       

P.S. Caso alguém, que visite este meu  cantinho, saiba o nome deste poema, agradecia que me informasse.

Obrigada

sinto-me:
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escrito por Eusinha às 18:50

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Domingo, 12 de Julho de 2009

Passado, presente e futuro

Li algures, e há já algum tempo, duas frases que estão de acordo com a minha maneira de estar na vida. A primeira refere-se ao passado e diz o seguinte:

 "Quem vive do passado, é museu".

A outra, refere-se ao futuro e já era minha conhecida, mas nunca lhe tinha atribuído a importância que lhe atribui na altura em que a vi escrita. É a seguinte:

"Quem morre de véspera, é o perú".

 

Pensando bem, todos nós, de uma maneira ou de outra, vivemos, com maior ou menor intensidade, o passado e projectamo-nos no futuro, esquecendo-nos de que o que realmente existe é o presente.

 

No passado, aconteceram factos, vivemos situações, que nos trouxeram até ao presente. Mas são isso mesmo: passado.

 

O futuro, não temos a certeza de o irmos viver, mas preparamo-lo hoje; ocupamos a nossa mente com projectos, sonhos, antecipamos situações e vivências, tentamos adivinhar com quem estaremos, e esquecemos algo muito importante: o hoje.

 

O presente... ah! O presente! A única realidade. Este momento em aqui escrevo, em que sou interompida pelos filhotes que quase me derrubam com abraços e me lambusam com o doce dos seus beijos; o miminho do marido que me traz o café, acabado de sair da máquina; o céu azul, lá fora; o chilrear dos pássaros; o livro que repousa aqui ao meu lado; a voz tranquila e única do João Afonso, que me chega como uma prenda...

 

Este é o meu presente. É este o momento que eu tenho para viver. O passado já foi, o amanhã virá depois.

 

Não sou irresponsável ao ponto de não pensar no futuro. Claro que penso. E, não vivo o presente com base na irresponsabilidade e rebeldia. Antes pelo cotrário. Vivo o presente de forma a poder ter e, poder proporcionar a quem me rodeia, um bom futuro. Mas só.

 

Acredito que, quem pensa e valoriza demasiado o futuro, envelhece mais depressa. Salta etapas. Atropela-se e atropela a vida, numa ansiedade que inibe a convivência com o presente.

sinto-me: muito bem
música: Fado a cores, João Afonso
escrito por Eusinha às 10:12

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Domingo, 5 de Julho de 2009

Final de tarde

Gosto dos finais de tarde tranquilos.

Uma esplanada.

O mar.

Um livro.

A paz.

 

Suficientemente longe, para estarem perto, os ruídos:

do marulhar,

das crianças,

das gaivotas,

da vida.

 

Enche-se-me a alma

de paz,

de vida,

de amor,

de felicidade.

 

Tenho ali tudo! Não preciso de mais...

sinto-me:
escrito por Eusinha às 16:04

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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Não permito...

Não permito, nem por uma fracção de segundo, que ocupes o meu pensamento.

 

Não permitirei, portanto, que venhas ocupar-me a mente em mais uma noite de insónia.

 

Nos meus dias, não há lugar para ti; nas minhas noites muito menos...

sinto-me: com insónia
escrito por Eusinha às 03:08

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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

A maçã podre

Saí do trabalho cansada. E ainda tinha de ficar à espera dos meus filhos, duas horas. Felizmente, tinha comigo o fato de treino e os ténis. Troquei de roupa e fui andar para a marina.

 

Gosto de caminhar, sozinha, à beira mar. Os pensamentos surgem a um ritmo certo  e as ideias ocupam o seu lugar.

 

Após ter percorrido o percurso, desde o início da marina até ao extremo do molhe por diversas vezes, decidi parar na esplanada a beber uma àgua.

 

Escolhi uma mesa com sombra e sentei-me de frente para o mar.

 

Na mesa ao lado estava uma senhora e uma criança. Avò e neto.

 

Era, dada a proximidade, impossível não ouvir o que diziam.

 

A avó estava a contar ao neto a história das maçãs.

 

"... na mesma taça, estavam várias maçãs diferentes, verdes, vermelhas, golden, de inverno, enfim, de variados tipos, mas havia uma que estava podre. Apenas uma. A dona da casa, apressada como sempre, viu-a mas não a pôs no lixo.

- Fica para logo. Logo ponho-a no lixo. Agora não tenho tempo.

Esqueceu-se naquele dia e nos dois dias seguintes. Quando voltou a olhar para as maçãs, estavam todas podres, Umas totalmente, outras só um pouquinho.

Apenas uma maçã, tinha sido o suficiente para estragar as outras."

 

- Percebeste? Acontece o mesmo com as pessoas más. Ou se toma muito cuidado e nos afastamos, ou ficamos iguais a elas.

- Sim, "vó", percebi.

- Ainda bem. Tu és um menino bonito e esperto.

- Obrigado, "vó". Não quero ficar podre. Tenho de afastar-me das maçãs más.

 

Dei um sorriso e pensei: quantas maçãs podres andam a apodrecer o que de melhor existe entre as pessoas? Quão fácil é juntarmo-nos ao mal e quão difícil mantermo-nos fiéis à verdade, à amizade, ao amor...

 

Quão infelizes devem ser as maçãs podres?!  E quão invejosas da felicidade alheia?!

 

Gostei da analogia entre as maçãs e a vida...

 

 

 

sinto-me: bem
escrito por Eusinha às 08:51

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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

E pronto... queria...

E pronto...

Queria ir à queima das fitas! E queria não estar triste! E queria receber um abraço! E queria sentir-me bem! E queria estar longe dos problemas que me cercam! E queria caminhar de cabeça erguida! E queria estar feliz! E queria afastar-me deste buraco negro que tanto me atrai! E queria voltar as costas ao abismo, aqui mesmo à minha frente! E queria parar de chorar! E queria... queria tanto estar em Paz comigo!

 

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 19:22

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Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Finalmente descobri o que me faz falta

Tenho andado triste e desanimada com todos os acontecimentos ocorridos nestes últimos tempos.

 

Não consigo concentrar-me. Não fico sossegada a ver um filme, nem consigo ler (apesar de gostar de ler e andar sempre com livros atrás de mim), não consigo cozinhar com prazer (justamente uma das coisas que me dá mais gozo fazer em casa)... Nada!

 

Há pouco, enquanto pensava que isto não podia continuar assim e que deveria agir rapidamente para que as coisas não piorassem, descobri o que me estava a fazer falta. Incrível! Faz-me falta a emoção, a adrenalina, a novidade. Os últimos tempos têm sido demasiado desgastantes e nada compensadores do ponto de vista emocional.

 

Não tenho tido tempo para pensar em mim. Sofri demasiados desaires  e contratempos, desilusões a todos os níveis e falta de apoio justamente de onde deveria vir, os problemas de saúde (daqueles que me são próximos e os meus), conduziram a uma quebra acentuada da minha auto estima. 

 

Nunca me achei bonita. Nem sou. Apenas sou eu própria. Neste momento sinto-me um farrapo. Sombra de mim própria.

 

O facto de olhar o espelho e ver a quantidade de cabelos brancos, que se multiplicam a cada dia, também não ajuda. Faz-me pensar em tudo o que deveria ter vivido e não vivi, naquilo que poderia ter feito e não fiz, nas oportunidades que desperdicei... As oportunidades não voltam!

 

A verdade é que me sinto envelhecida. Não pela idade, mas pelo espírito cansado e pela falta de alternativas.

 

Falta-me então, emoção, adrenalina e novidade.

 

Nesta pasmaceira em que me recolhi, não sei onde irei encontrar estes três "ingredientes" que poderão trazer de volta a Eusinha de sempre: risonha, brincalhona, feliz...

 

Preciso, urgentemente de: atascar o jipe num lamaçal qualquer; dançar uma noite inteira; passear de moto (mesmo debaixo de chuva); sentir o calor da amizade; pisar os palcos, de novo, cantar pela noite dentro e animar os serões dos outros; sentir a invasão dos nervinhos miúdinhos perante o desconhecido; sentir os arrepios e todas as sensações que o amor me pode dar; ir para os copos com o pessoal (mesmo só para beber àgua tónica com rodelas de limão); voltar a sentir-me VIVA!

 

 

 

P.S. E preciso falar com o meu amigo RUI. Devo-lhe um pedido de desculpas.

 

 

 

 

 

 

sinto-me: A precisar sentir-me bem
escrito por Eusinha às 18:28

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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Na verdade...

Na verdade:

 

- Gostava que estivesses aqui;

- Queria que o primeiro beijo do dia fosse o teu;

- Abraçar-te seria muito bom:

- Amar-te seria perfeito!

sinto-me:
escrito por Eusinha às 08:54

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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Lamento

Soltei da calçada

o suspiro... o lamento...

envergonhei o choro

e travei-lhe as lágrimas.

 

Disputei com o silêncio

a gargalhada

Saquei-a das minhas entranhas

e ri... ri... ri... feito louca.

 

Loucura total ter-te amado

um dia (hoje),

desperdício de tempo e

sentimento.

 

Imerecido tormento,

ausência, saudade,

ternura, carinho...

Tudo! Como o lamento...

 

 

 

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 18:17

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