Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

...

 

Só começo a viver quando saio a porta do serviço em direcção à rua, se é que me faço entender, e isso só acontece à tarde. Fiz a viagem até casa a ouvir Duran Duran. Cheguei a casa comi uma torrada com doce de tomate e maçã, bebi um copo de leite magro. Vesti o biquíni, pus a toalha ao ombro e entrei no jipe. Destino: praia!

 

Mergulhei nas àguas límpidas e azuis e, nadei, nadei, nadei... até me cansar. Deitei-me na toalha a "alourar" ao sol... Deixei-me ficar quieta e alheia ao que se passava à minha volta. Adormeci. Acordei. Hora de regresso.

 

Já em casa, o duche.Os meus miminhos (creme hidratante e perfume). Escolhi um roupa mais ou menos ao calhas, vesti-me e saí. Voltei a fazer-me à estrada. Destino: inauguração de uma exposição.

 

Jantamos?! Mas é claro que jantamos! E depois? Depois o sol já dormia e, eu também deveria segui-lhe o exemplo mas, em vez disso, fui... dar um pezinho de dança e abanar o capacete, sacudir bem as ideias, senti-las completamente loucas e soltas para conseguir, no dia seguinte, enfrentar o maralhal que terminou as férias...

 

Gosto de estar viva!

 

Ah! E tu? tu não me fazes falta!

 

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 18:19

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Domingo, 30 de Agosto de 2009

Gostei desta...

Sexta feira, fomos, o marido e eu, jantar a convite de uns amigos, a um restaurante muito simpático, cujo dono conheço há já alguns anos e com quem não me cruzo muitas vezes, facto pelo qual, aproveitamos para pôr a escrita em dia. Foi giro.

 

Saímos de lá e fomos beber um copo (não importa de quê) a um barzinho/discoteca, perto da praia. A música não era da melhor mas, aqui a menina, dançou que se fartou. Lá encontramos um casal amigo, a comemorar o aniversário da senhora. Estivemos juntos pouco tempo. Eles já estavam de saída.

 

Quanto a mim, diverti-me imenso. Dancei e cantei e, dançaria e cantaria muito mais, não fossem os novatos e o marido estarem cansados e, termos de nos levantar cedo no sábado, afinal íamos todos a uma festa de praia...

 

Duas horitas de sono e voltamos a encontrarmo-nos todos.

 

Um dos putos que estava connosco na noite anterior, pergunta-me:

- Estás com dores de cabeça? Tens a boca a saber a papel?

- Eu?! Não.Sono tenho, claro, afinal dormi duas horas... Mas, porque perguntas isso?

- Porque a Maria, está.

(Maria é a aniversariante da noite anterior)

- Cota sou eu, e estou cá para as curvas...

Sorri perante o ar admirado dele. E, ri quando ele me disse:

- E danças...! Ui... danças!

 

Gostei desta... O puto devia achar que sair connosco seria uma seca e ficou surpreendido com a vitalidade desta cota.

 

Soube há pouco, em conversa com o marido, que sempre que perguntavam ao puto como tinha corrido a noite, ele referia o facto de eu ter dançado toda a noite e bem...Eheheheheh.

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 23:39

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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

...

Deveria ter sido a meia hora habitual, mas pelo caminho encontrei a Susana, dois dedos de conversa e um convite para que me acompanhasse num fino, convite aceite de imediato, levou a que chegasse atrasada à esplanada e, ficasse lá mais do que o previsto.

 

A mesa 5 estava ocupada. Sentamo-nos numa mesmo ao lado. Até aqui tudo normal. O que não foi normal, foi ouvirmos, vindo da mesa 5 o seguinte:

 

- Que bela perna! Toda morenaça!

 

Olhamos em volta e, por incrível que pareça, a única pessoa de perna à mostra era... eu.

 

Inclinei-me sobre a mesa e sussurrei:

 

- Deve estar a precisar de óculos, coitado. Que é perna, é. Que é morena, é. Mas daí a ser bela... Será que ele não viu a celulite?!

 

Foi gargalhada até mais não. Volta e meia, olhávamos uma para a outra e desatávamos às gargalhadas.

 

 

 

 

sinto-me: divertida
escrito por Eusinha às 19:27

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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Após um dia de trabalho

Gosto do meu momento, na esplanada, após um dia de trabalho. Gosto mesmo!

 

Aprecio aquela meia hora, ali sentada, na mesa 5, a minha preferida, debaixo da araucária, num lugar privilegiado da esplanada, em que observo o movimento, as pessoas, as expressões, os hábitos... Sinto-me mesmo bem enquanto lá estou.

 

Invariavelmente, sai um fino e um pires de tremoços. 

 

A meia hora, passa, e estou preparada para a segunda parte do dia: a família, a casa o jantar e, sempre que possível, a praia.

 

A praia tem estado óptima. O calor é uma constante, com o sol a brilhar e a convidar a um mergulho. O mar... que delícia... 

 

A minha cor de caramelo está a tender para chocolate. E eu, estou bem! Mesmo bem!!!

sinto-me: bem
escrito por Eusinha às 23:20

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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Entre gritos e pedidos

No relvado, o filhote e a vizinha mais nova, no alpendre, a filhota e a vizinha mais velha. O marido e eu já desistimos.

 

Os gritos são muitos:

- Eu vi um, eu vi um...

- Viste aquele?

- Eu vi um grande! Tu viste?

 

Sucedem-se as corridas para onde ninguém os ouça e expressam os seus desejos em voz alta.

 

- Eu vi... lindo, lindo.

- Ah! Este eu não vi.

- Este era grande.

 

De novo a correria...

 

Estão nisto, há pelo menos uma hora. Já acusam falta de desejos, mas não lhes falta a vontade de continuar na rua a olhar para o céu.

 

Hoje, excepcionalmente, não haverá hora para deitar. Afinal, não é todos os dias, ou melhor não é todas as noites, que se pode assistir a um espectáculo destes. Estão todos demasiado excitados com a "chuva de meteoros".

 

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 00:26

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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Para a Bélinha (apenas porque... sim)

"Balada do desajeitado"

 

Sei de alguém

Por demais envergonhado

Que por ser tão desajeitado

Nunca foi capaz de falar

 

Só que hoje

Viu o tempo que perdeu

Sabes, esse alguém sou eu

E agora vou-te contar

 

Sabes lá

O que é que eu tenho passado

Estou sempre a fazer-te sinais

E tu não me tens ligado

 

E aqui estou eu

A ver o tempo  a passar

A ver se chega o tempo

De haver tempo pra te falar

 

Eu não sei

O que é que te hei-de eu dar

Nem te sei

Inventar frases bonitas

 

Mas, aprendi uma ontem

Só que já me esqueci

Então, olha, gosto muito de ti

 

Podes crer

Que à noite o sono é ligeiro

Fico à espera o dia inteiro

Para poder desabafar

 

Mas, como sempre,

Chega a hora da verdade

E falta-me o à vontade

Acabo por me calar

 

Falta-me jeito

Ponho-me a escrever e rasgo

Cada vez a tremer mais

E às vezes até me engasgo

 

Nada a fazer

É por isso que eu te conto

É tarde pra não dizer

Digo como sei e, pronto

 

Eu não sei

O que é que te hei-de eu dar

Nem te sei

Inventar frases bonitas

 

Mas, aprendi uma ontem

Só que já me esqueci

Então, olha, gosto muito de ti.

 

                                    Quadrilha

 

 

 

Acho que te adivinho o sorriso...

 

sinto-me: a caminho da praia
música: Balada do desajeitado, Quadrilha
escrito por Eusinha às 13:46

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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Cestinha para a Libel

Acordei cedo. Estou de férias mas, mesmo assim, hoje quis acordar e levantar-me cedo. Fui até à minha horta. Hoje, particularmente, fiz uma colheita especial:

- uma couve coração

- uma alface

- alguns tomates vermelhinhos

- um raminho de salsa

- um raminho de hortelã

- um raminho de hortelã pimenta

- tomates de capucho (Physalis).

 

Coloquei tudo agradavelmente ordenado numa cestinha de vimes. Decorei com um botão de rosa, colhido de passagem.

 

Gostei do resultado. 

 

Colorido e cheiroso!

 

Este é o meu singelo agradecimento à Libel.

 

Leva-a. É tua, esta cestinha.

 

Muito obrigada. O tempo e as palavras que me dedicaste, emocionaram-me.

 

Regressa sempre que te apetecer. És sempre bem-vinda.

 

 

sinto-me:
música: A dos pássaros, aqui no meu quintal
escrito por Eusinha às 09:52

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Sábado, 18 de Julho de 2009

Férias I

Com a chegada do verão a minha casa enche-se. São os amigos dos filhos, os amigos do marido, os meus amigos e os amigos comuns.

 

Julho, por excelência, é o mês em que o entra e sai se faz notar com maior intensidade. Prolonga-se, é claro, por todo o mês de Agosto.

 

A tenda, das vizinhas, já está montada há alguns dias à sombra do carvalho, ali no quintal. São lá passadas algumas noites, entre risos, gargalhadas e jogos, assaltos á despensa cá de casa, sempre dá para dormir qualquer coisa. Pelo menos é o que eles dizem...

 

Este fim de semana a tenda está de folga, que é com quem diz, não teve ocupantes. Em contrapartida, o sótão transformou-se numa tenda gigante. Dorme-se em qualquer sítio, nos puffs, no sofá, em colchões, enfim, por todo o lado mesmo.

 

A estrada é invadida por um bando infanto-juvenil, montado em bicicletas, às quais chamam "biclas", que voam em direcção à felicidade do momento, e que se reflecte em sonoras gargalhadas, rostos corados, corpos suados e uma sede desmedida.

 

Dizem-se estourados, mas ainda conseguem forças para jogar futebol e badmington. Rebolam-se na relva acabadinha de cortar e enchem de nódoas verdes, as t-shirts brancas que tem vestidas.

 

Depois do banho, o jantar. Tecem elogios à cozinheira, eu, e constatam que deram cabo de um garrafão de àgua. Risos. Sempre e, abundantes.

 

Há tempo para o Karaoke. Entre vozes mais ou menos afinadas, surgem canções em português e inglês. O silêncio tirou folga. Só volta a fazer-se sentir tarde, muito tarde (ou será cedo?).

 

Hoje, já acordaram. Já tomaram o pequeno almoço e já se fazem ouvir, na rua, claro.

- É mesmo bom viver no campo. Neste campo! - diz o Zé Pedro

 

Está na hora de preparar as coisas para ir até ao parque das merendas almoçar. O parque fica a 10 minutos de casa.

 

Se assim o entenderem, por voltas das 16.30 horas, haverá tempo para uma ida à praia... Logo se verá.  Cabe-lhes essa decisão.feliz

 

 

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 11:32

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Domingo, 12 de Julho de 2009

Passado, presente e futuro

Li algures, e há já algum tempo, duas frases que estão de acordo com a minha maneira de estar na vida. A primeira refere-se ao passado e diz o seguinte:

 "Quem vive do passado, é museu".

A outra, refere-se ao futuro e já era minha conhecida, mas nunca lhe tinha atribuído a importância que lhe atribui na altura em que a vi escrita. É a seguinte:

"Quem morre de véspera, é o perú".

 

Pensando bem, todos nós, de uma maneira ou de outra, vivemos, com maior ou menor intensidade, o passado e projectamo-nos no futuro, esquecendo-nos de que o que realmente existe é o presente.

 

No passado, aconteceram factos, vivemos situações, que nos trouxeram até ao presente. Mas são isso mesmo: passado.

 

O futuro, não temos a certeza de o irmos viver, mas preparamo-lo hoje; ocupamos a nossa mente com projectos, sonhos, antecipamos situações e vivências, tentamos adivinhar com quem estaremos, e esquecemos algo muito importante: o hoje.

 

O presente... ah! O presente! A única realidade. Este momento em aqui escrevo, em que sou interompida pelos filhotes que quase me derrubam com abraços e me lambusam com o doce dos seus beijos; o miminho do marido que me traz o café, acabado de sair da máquina; o céu azul, lá fora; o chilrear dos pássaros; o livro que repousa aqui ao meu lado; a voz tranquila e única do João Afonso, que me chega como uma prenda...

 

Este é o meu presente. É este o momento que eu tenho para viver. O passado já foi, o amanhã virá depois.

 

Não sou irresponsável ao ponto de não pensar no futuro. Claro que penso. E, não vivo o presente com base na irresponsabilidade e rebeldia. Antes pelo cotrário. Vivo o presente de forma a poder ter e, poder proporcionar a quem me rodeia, um bom futuro. Mas só.

 

Acredito que, quem pensa e valoriza demasiado o futuro, envelhece mais depressa. Salta etapas. Atropela-se e atropela a vida, numa ansiedade que inibe a convivência com o presente.

sinto-me: muito bem
música: Fado a cores, João Afonso
escrito por Eusinha às 10:12

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Domingo, 5 de Julho de 2009

Final de tarde

Gosto dos finais de tarde tranquilos.

Uma esplanada.

O mar.

Um livro.

A paz.

 

Suficientemente longe, para estarem perto, os ruídos:

do marulhar,

das crianças,

das gaivotas,

da vida.

 

Enche-se-me a alma

de paz,

de vida,

de amor,

de felicidade.

 

Tenho ali tudo! Não preciso de mais...

sinto-me:
escrito por Eusinha às 16:04

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