Sábado, 6 de Dezembro de 2008

...

Simplesmente, apetece-me fazer aquilo que simboliza os fracos: DESISTIR!

 

Positivismos à parte, estou cansada de dar um passo em frente e dez para trás. O esforço é inglório, desgastante e, gera um tumulto de sentimentos inclassificável.

 

Não quero isto para mim. Não foi o que escolhi. Não foi para isto que lutei.

 

 

Simplesmente...

 

 

 

             DESISTO

sinto-me: morta
escrito por Eusinha às 14:07

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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

...

Não gosto que me mintam e/ou duvidem de mim!

 

Portanto, se não podem satisfazer estas duas "exigências", minhas, AFASTEM-SE!

 

Deixem-me em PAZ e sózinha.

 

Acreditem, fico bem melhor.

sinto-me: IRRRITADISSIMA!!!!
escrito por Eusinha às 15:51

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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Ao meu tio

Queria poder escrever o que me vai na alma, mas as palavras misturam-se com as emoções e tornam-se prisioneiras do silêncio.

 

Não consigo pensar de uma forma coerente e sinto as lágrimas secas. 

 

O choque fez-me ficar assim. Não sei o que penso, não sei o que sinto, não sei o que digo ou escrevo.

 

Parece que flutuo sobre a realidade, e que esta realidade não é minha. Mantenho um distanciamento (como se existisse um muro) e uma proximidade à vida que se apagou.

 

A ti, tio, obrigada por tudo. Pela ajuda, pela disponibilidade, pelas noites de Natal, pelas gargalhadas, pelas histórias, pelo sumo de laranja, pelas explicações. Mas sobretudo por me teres concedido o privilégio de fazer parte dos teus amigos.

 

Obrigada!

 

Parte em Paz!

sinto-me:
escrito por Eusinha às 11:19

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Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Complô?!

 

Ok! Já percebi... Fizeram todos um complô.

 

Um a um vão-se todos embora. O que vos deu? Com quem poderei encontrar-me quando for a Coimbra?

 

Os destinos e os motivos são vários, mas certo, certo, é que resolveram todos deixar Coimbra...

E deixar-me a mim... assim... Murcha!

sinto-me: Murcha
escrito por Eusinha às 13:57

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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

Acreditar

Quem me manda a mim acreditar? Ninguém!

Acredito porque quero, porque sinto que devo fazê-lo.

Então, porque me queixo?

Sei, que sempre que acredito, o resultado é a desilusão, a tristeza e a frustração .

Nem sempre fazemos as coisas mais correctas. Umas vezes por burrice, outras porque acreditamos estarmos a agir correctamente.

Neste momento, sinto que não deveria ter acreditado. Sinto e sei que, se pudesse apagaria os três últimos anos da minha vida e recomeçaria tudo de novo. Mas isso é totalmente impossível.

Recomeçar, agora, que me apercebi dos erros, vai ser difícil e não me vai fazer sentir melhor.

Errei, sobretudo com as pessoas que mais me amam: os meus filhos e o meu marido. Dei-lhes falsas esperanças num futuro melhor, quando este apenas existiu na minha imaginação e na vontade da mudança.

Lamento, e peço perdão.

Não tinha o direito de vos arrastar para a minha loucura, nem de vos prejudicar com ela. Felizmente, apenas eu caí no fundo do poço. Consegui deixar-vos a boiar à superfície .

Talvez um dia volte a acreditar que tenho direito à luz que brilha sobre a minha cabeça. Neste momento, sinto que apenas mereço as trevas.

escrito por Eusinha às 10:55

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Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

Estado de alma

Deve ter sido com um estado de espírito semelhante a este em que me encontro, que António Variações, escreveu o "Estou além".

 

Hoje será um daqueles dias em que a ansiedade e as incertezas, acompanhar-me-ão, como fiéis companheiras.

 

Sei que é preciso fazer qualquer coisa, mas nem sei bem o quê. Tenho a sensação que tudo aquilo que eu possa fazer hoje, resultará num fracasso tremendo e terá consequências desastrosas.

 

Apetece-me ficar e partir. Independentemente de onde ficar ou para onde partir.

 

Tenho a estranha sensação que tudo estará voltado ao contrário.

 

Há alguns anos atrás, uma conhecida minha fez, lá para os lados de Coimbra, uma cura de sono.

Se calhar isso seria o ideal. Uma cura de sono, da qual eu acordasse, revigorada de energias, pensamentos e sentimentos.

 

Dava-me um certo jeito, acordar com a alma clara de uma linda manhã de verão, cheia e de reflexos dourados de sol, em vez de um final de tarde escuro, carregado de nuvens negras em anúncios de tempestade.

 

Dou-me conta que, o único sitio, onde me apetecia estar neste momento era em Manhouce .

 

Estranho, há cerca de um ano, fui lá pela primeira vez e hoje apetecia-me voltar lá. Em Manhouce as pessoas são genuínas e de alma lavada. contam-nos as suas histórias de vida como se nos conhecessem desde sempre...

 

Era, efectivamente lá que eu queria estar. Sentada, talvez, numa qualquer soleira de porta, a ver quem passa e a dar dois dedos de conversa, quem sabe até a falar sobre aquela abóbora enorme que "saltou" do serrado para a estrada e que alguém lhe fez um apoio preso no muro para que não caísse na estrada e se estragasse...

 

Ver as coisas simples de gentes simples, que por amor à terra onde nasceram e cresceram, fizeram dela uma das mais bonitas aldeias deste país.

 

Curiosamente, dei-me conta agora, que comecei a falar de António Variações, divaguei até chegar a Manhouce , terra de  uma mulher extraordinária (infelizmente não a conheço pessoalmente), dona de uma voz magnifica e pura e que também cantou e canta "Deolinda de Jesus", falo, obviamente de Isabel Silvestre.

 

O meu estado de alma, melhoraria, se ouvisse António Variações e visitasse Manhouce .

 

Afinal, até sei o que quero fazer hoje... Mas, há sempre um mas..., não posso!

 

 

sinto-me:
música: Estou além, de António Variações
escrito por Eusinha às 08:57

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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

Sinto um vazio...

Não pretendo fazer deste meu cantinho, o meu muro das lamentações, mas uma vez mais, perdi alguém muito especial.

Perdi, após 5 meses de luta contra um cancro no pâncreas, alguém que me viu crescer e a quem por brincadeira eu chamava de padrinho.

A brincadeira, tornou-se bem real, quando resolvi casar e achei que era o momento de oficializarmos os laços que nos uniam, convidando-o para meu padrinho de casamento. Aceitou de imediato.

Diz quem assistiu que a alegria dele foi tão grande que, e isso eu sei ser verdade, adiou uma viagem que tinha programada.

As lágrimas não me deixam escrever... e a tristeza que me invade não me deixa raciocinar.

Sinto um vazio enorme, um buraco negro dentro de mim...

 

Estarás, como sempre estiveste, entre aqueles que tem lugar privilegiado no meu coração.

 

Descansa em Paz. Acabou a luta.

 

 

P.S. A todos quantos me enviaram e-mails ou deixaram comentários, quando pela primeira vez, me referi à doença do meu padrinho, agradeço o carinho e a amizade.

À amiga Branca, do Brasil, um abraço e obrigada pela energia.

 

 

 

sinto-me: triste, muito triste
escrito por Eusinha às 13:39

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Domingo, 18 de Março de 2007

...a um puto FANTÁSTICO - ATC da FAP HH

FIM

Quando eu morrer batam em latas,

Rompam aos saltos e aos pinotes

Façam estalar no ar chicotes

Chamem palhaços e acrobatas.

Que o meu caixão vá sobre um burro

Ajaezado à andaluza:

A um morto nada se recusa,

E eu quero por força ir de burro...

Mário de Sá Carneiro

Ao longo da vida, tenho perdido amigos para a Vida e tenho, também, perdido amigos para a Morte.

Os que perco para a vida, não eram de facto verdadeiros amigos.

Os que perco para a morte, são-no na verdadeira acepção da palavra.

Tu, foste um guerreiro. Lutaste contra a doença e contra a morte, de igual para igual.

No verão passado, quando foste operado pela última vez, foi-nos dito que a tua esperança de vida era de apenas 2 ou 3 meses.

De cabeça erguida encorajaste-nos, sim, porque eras tu quem nos dava coragem para continuarmos ao teu lado na luta e na esperança. Sempre com o teu sorriso dizias estar bem e continuas em frente, com uma coragem desmedida, não querias ver ninguém triste.

Mesmo longe de nós, sempre que sabias de alguma festa, eras tu quem dizia:

- Mas, o que é que vocês estão a fazer em casa? Não há festa em...?

Sei que não gostarias de ver lágrimas nos rostos daqueles que, quer de uma forma ou de outra, sentem a tua partida.

Gostarias muito mais de uma boa musiquinha... Não era?

Foi exactamente por isso que me lembrei deste poema de Mário de Sá Carneiro.

Que haja festa na tua partida, meu amigo.

Descansa em Paz!

 

sinto-me:
música: Fim - Trovante
escrito por Eusinha às 12:41

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Sexta-feira, 16 de Março de 2007

4º Aniversário da Cimeira da Vergonha

Fazer política é um acto constante, comum a cada um de nós, sem que muitas vezes nos apercebamos que estamos a praticá-lo.

Apesar de ter as minhas opiniões definidas, não ando por aí a manifestá-las , mas hoje, passados que são quatro anos da dita Cimeira das Lajes, queria apenas deixar como reflexão a seguinte questão:

  • Valeu a pena?

A minha resposta é:  NÃO!

Há quatro anos atrás, num lindo dia de sol, os aviões um a um aterravam na Base das Lajes, transportando George W. Bush , Tony Blair , José Maria Aznar e Durão Barroso.

A justificação apresentada, vinha no sentido de, face aos últimos acontecimentos, haver necessidade de uma tomada de posição contra o terrorismo.

Os voos civis chegaram apinhados de jornalistas e todo o tipo de pessoas ligadas à comunicação social, de todo o mundo.

Todo o alojamento disponível , foi ocupado.

Viam-se câmaras fotográficas com enormes objectivas, sendo transportadas às costas dos seus fiéis utilizadores.

Fervilhava gente estranha por todo o lado, ouviam-se línguas estranhas, também.

Os Açores, nomeadamente a Ilha Terceira, haviam sido colocados no mapa mundial, sem terem sido perdidos nem achados.

As gentes, movidas entre a curiosidade e a vergonha, manifestaram-se de diversas formas. Há registos.

Confesso, senti vergonha. Ainda sinto. Se calhar com maior intensidade agora.

Terá o mundo beneficiado  com a  invasão do Iraque? Terão as famílias que perderam entes queridos no conflito, beneficiado de alguma forma? Teremos nós portugueses, tirado qualquer tipo beneficio?

Cabe a cada um de nós, mergulhar no seu "eu" interior e descobrir respostas, para estas e outras questões relacionadas com este tema.

 

 

sinto-me: envergonhada e triste
escrito por Eusinha às 13:48

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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

Já estava à espera

Não é que não estivesse à espera, porque estava.

Mas quis arriscar e liguei.

Para quê? Para me desligares o telemóvel na cara. Que bom! Sabe sempre bem.

Porque não és sincero e verdadeiro e não dizes de uma vez por todas que não queres mais falar comigo?

Não seria melhor para os dois? Ou será que tens dúvidas de que essa seja mesmo a tua vontade?

Não te procuro mais, fica descansado.

A partir deste momento morreste. Vou "velar-te" esta noite e amanhã faço-te o "funeral".

Foste tu quem escolheu.

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 14:11

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