Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Trissomia 13 ou Sindrome de Patau

Estranhando a falta de notícias e, sabendo que a cesariana havia sido marcada para a segunda-feira passada, resolvi telefonar para saber como tinha corrido o parto. Alarnei-me quando, após muitas tentativas e a diversas horas do dia, do outro lado ninguém atendeu o telefone.

 

Finalmente ontem à noite, antes de sair para jantar na casa de uns amigos, tentei novamente e alguém atendeu do outro lado. Não reconheci de imediato a voz. Identifiquei-me e quando ia pedir para falar com o meu amigo, dono da casa, ouço do outro lado:

 

- Eusinha, sou eu mesmo...

- Desculpa, não te reconheci a voz.

- Já soubeste o que aconteceu?! O nosso bébé morreu.

 

Cá deste lado gelei por completo. Perdi a fala e a capacidade de raciocinio. Ele soluçava baixinho e eu não sabia o que fazer ou dizer. O silêncio de alguns segundos, pareceu-me interminável. Foi ele quem o quebrou para dizer-me:

 

- Vou passar o telefone à minha irmã. Ela explica-te tudo. Obrigado por teres ligado.

 

Quando a irmã me começou a contar, fiquei em choque. A gravidez tinha sido vigiada, foram feitas todas as ecografias e não se tinha detetado nada. Como era possível? O bébé nascera com Trissomia 13 e sobrevivera apenas 48 horas.

 

Desconhecia por completo o que nascer com Trissomia 13 podia significar. Esta manhã predispus-me a fazer umas buscas.

 

Entre muitos textos que consultei, o que abaixo transcrevo, pareceu-me bastante claro (apesar de o português, ser português do Brasil) e elucidativo. É um texto da autoria de Leonardo Leite e foi retirado da net.

 

"Reconhecida em 1960 por Klaus Patau observando um caso de malformações múltiplas em um neonato, sendo trissômico para o cromossomo 13. Tem como causa a não disjunção dos cromossomos durante a anáfase 1 da mitose, gerando gametas com 24 cromátides. Cerca de 20% dos casos resultam de uma translocação não-balanceada.

 

A sua incidência foi estimada em cerca de 1 caso para 6000 nascimentos. Aproximadamente 45% dos afetados falecem após 1 mês de vida; 70%, aos 6 meses e somente menos de 5% dos casos sobrevivem mais de 3 anos. A maior sobrevida relatada na literatura foi a de 10 anos de idade.

 

Assim como a maioria das outras trissomias, associa-se à idade materna avançada, por estarem mais propícias a ocorrência da não disjunção dos cromossomos. A idade da mãe é superior a 35 anos em 40% dos casos. Assim como a maioria das outras trissomias, associa-se à idade materna avançada, por estarem mais propícias a ocorrência da não disjunção dos cromossomas. A idade da mãe é superior a 35 anos em 40% dos casos. 

 

A trissomia tem origem do óvulo feminino, pelo fato da fêmea maturar geralmente apenas um ovócito, em antagonismo com o macho, que matura milhões de espermatozóides. Gametas masculinos portadores de alterações numéricas cromossômicas tem menor viabilidade que gametas normais, sendo mínimas as possibilidades de um gameta masculino com 24 cromátides fecundar um ovócito.

 

O fenótipo inclui malformações graves do sistema nervoso central como arrinencefalia. Um retardamento mental acentuado está presente. Em geral há defeitos cardíacos congênitos e defeitos urigenitais incluindo criptorquidia nos meninos, útero bicornado e ovários hipoplásticos nas meninas gerando inviabilidade, e rins policísticos. Com freqüência encontram-se fendas labial e palato fendido, os punhos cerrados e as plantas arqueadas. A fronte é oblíqua, há hipertelorismo ocular e microftalmia bilateral, podendo chegar a anoftalmia, coloboma da íris, olhos são pequenos extremamente afastados ou ausentes. As orelhas são malformadas e baixamente implantadas. As mãos e pés podem mostrar quinto dedo (polidactilia) sobrepondo-se ao terceiro e quarto, como na trissomia do 18."

                                                                                       

                                                                                      

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 23:33

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Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Complô?!

 

Ok! Já percebi... Fizeram todos um complô.

 

Um a um vão-se todos embora. O que vos deu? Com quem poderei encontrar-me quando for a Coimbra?

 

Os destinos e os motivos são vários, mas certo, certo, é que resolveram todos deixar Coimbra...

E deixar-me a mim... assim... Murcha!

sinto-me: Murcha
escrito por Eusinha às 13:57

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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Nós, o outro e o sentimento...

 

Por vezes, estamos tão cegos, ofuscados pelo sentimento que nutrimos pelo outro, que não conseguimos ver que o outro deixou de ver-nos da mesma forma e que não sente por nós aquele sentimento bonito que nos uniu...

 

Cai-nos a venda e, então descobrimos, que apenas ficou a mágoa. E que, ainda mais triste, trocaram-nos... por outra.

 

escrito por Eusinha às 20:28

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Sábado, 27 de Outubro de 2007

...

 

Hoje, sinto-me particularmente só e triste. Nem me apetece escrever. A cada dia que passa descubro que não conheço as pessoas com quem lido e que esse desconhecimento se estende a mim própria.

 

Chegarei algum dia a conhecer-me verdadeiramente?

 

 

 

sinto-me: só e triste
escrito por Eusinha às 16:39

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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

Cada um vale pelo que vale...

 

Sempre soube, mas hoje tornou-se por demais marcante o facto de a maior parte de nós não ter significado absolutamente nenhum para a grande maioria das pessoas que nos rodeiam, independentemente da distância a que se encontrem.

 

Eu, não sou o contrário dessa maioria. Por isso valho o que valho, ou seja NADA.

 

Sinto-me uma ilha. Completamente isolada e sem qualquer tipo de vida.

 

Fazer de conta que conseguiria ultrapassar a indiferença e até mesmo a  indiferença com que me tratam, exigiu de mim, muito mais do que eu imaginava. A resistência e o esforço deram cabo de mim.

 

Sim, estou triste, desiludida, sozinha, desanimada, deprimida, esquecida, infeliz, amargurada e sem vontade ou coragem de continuar.

 

música: Everybody Hurts - REM
escrito por Eusinha às 21:16

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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

Tu e Eu

 

 

Bebi dos teus lábios

O silêncio

O beijo soube-me a pouco

O abraço eternizou a ausência

Forçada

E nunca desejada (por mim).

Partimos...

Em direcções opostas

Somos passado de nós próprios

Leve brisa trazida pelo rio

E arrastada pelas suas águas para o mar.

 

Somos diferentes

Iguais na diferença que nos atraiu

E traiu, separando-nos... 

De NÓS, apenas ficou

 

TU

 

e

 

 EU

 

Seres individuais

Sem partilha de nada mais

 Do que o Universo

Comum a todos os seres...

 

sinto-me: alguém pode dizer-me...?
música: We're all alone, Rita Coolidge
escrito por Eusinha às 14:53

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Domingo, 9 de Setembro de 2007

Manhã cinzenta e a minha loucura

Estou como a manhã, cinzenta. Cinzenta e triste.

Não gosto que os planos me saiam furados, mas todos nós sabemos que isso acontece, com maior frequência do que o desejável e, hoje tudo corre e acontece ao contrário. Apetecia-me dizer uma série de asneiras, de palavras menos bonitas, mas de nada adiantaria. Antes pelo contrário, poderia piorar tudo.

 

O relógio despertou por volta das sete horas, levantei-me de um salto, cheia de energia, espreito pela janela, e é um dia escuro, triste e chuvoso que me saúda. Pronto. O dia estava estragado. A peregrinação, com aquele estado de tempo não poderia ser feita...

Volto ao quarto ainda indecisa. Quererão as minhas companheiras de jornada, arriscar?

 

Faço uma breve ligação telefónica e fico desde logo a saber que estava tudo cancelado. Ficaria para o próximo ano... Pois que seja... mas não gosto de adiar o planeado.

 

Ligo a máquina do café, ponho o pão na torradeira e, surpresa das surpresas, falhou a electricidade. Dirigi-me ao quadro central e estava tudo ligado. Tudo bem. Enquanto aguardo que a electricidade volte, decido ir tomar um banho. Um banho quente com alguns jactos de água gelada vão ajudar-me a suportar o dia. Pensei eu, e mal. Após alguns pingos quentes (que diga-se foram poucos), a água começa a correr gelada. Não era de todo o pretendido... Enrolo-me na toalha, vou até á botija e nova surpresa: vazia! Banho gelado.

 

Só havia uma alternativa, voltar para a cama.

 

Foi o que fiz.

 

A chuva caía forte. Embalou-me num sono doce. O sono transportou-me ao país dos sonhos. Encontrei-te lá. Nem sei porquê. Ultimamente nem tenho pensado em ti... Mas eras tu quem l á estava. Acusavas-me não sei de quê. Percebi que de entre muitas coisas, dizias que me tinha esquecido do dia 7 de Setembro e que te tinha mentido. Desculpa, mas eu nunca te menti. NUNCA! E, lamentavelmente, não posso dizer o contr á rio. Acordei sobressaltada. Eram onze horas.

 

Já tinha electricidade. Levantei-me. Preparei um café forte, fiz as torradas e apercebi-me que a tristeza tinha estendido o seu manto sobre mim. A energia que me tinha acompanhado durante toda a semana, tinha desaparecido. Senti-me cansada e sem forças para lutar fosse pelo que fosse.

 

Nem mesmo a possibilidade de uma alteração da rotina, nos próximos dias, me trouxe algum ânimo. A verdade é que sinto-me completa e absolutamente perdida.

 

Tentei pensar positivo, nas coisas boas que tinham acontecido nos últimos tempos. As etapas percorridas em direcção à concretização dos sonhos. Nada me conseguia animar. Nem mesmo o facto de já estar inscrita na Escola de Condução para tirar carta de moto pesada, se isso me animou. Nada.

 

Vou dar uma volta a isto. Apesar do dia continuar cinzento, apesar da chuva continuar a cair, apesar de... e de..., vou dar a volta por cima. Não é assim que tenho feito de outras vezes? Não é assim que tem de ser feito?

 

Dei por mim a pensar que gostaria muito de sair, ir até Coimbra, estar com alguns amigos que ainda tenho por lá quem sabe até esticar a noite? Ir até à Vinyl , dançar muito. Nem sei como está a Vinyl , o Xano vendeu aquilo... Ou se calhar nem interessava o local, desde que estivesse em Coimbra e entre amigos, qualquer barzinho da moda (ou não) servia., desde que eu pudesse dançar, muito. Aceito sugestões. A que locais podemos ir, na noite de Coimbra ?

 

Eu sei, estou louca. Completamente. Será que a minha insanidade mental se transformou na minha forma de vida? É bem possível. Decidi soltar as amarras e o resultado foi a loucura. Internem-me. Não conheço os nomes dos hospitais psiqui á tricos portugueses, mas de entre todos deve haver um que me aceite. E que me deixe lá ficar até ao fim dos meus dias. Não mereço estar noutro lado. E lá ninguém mais se lembraria de mim... E de lá não traria mais dissabores a ninguém...

 

Enfim...

sinto-me: louca
escrito por Eusinha às 13:20

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Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

Estado de alma

Deve ter sido com um estado de espírito semelhante a este em que me encontro, que António Variações, escreveu o "Estou além".

 

Hoje será um daqueles dias em que a ansiedade e as incertezas, acompanhar-me-ão, como fiéis companheiras.

 

Sei que é preciso fazer qualquer coisa, mas nem sei bem o quê. Tenho a sensação que tudo aquilo que eu possa fazer hoje, resultará num fracasso tremendo e terá consequências desastrosas.

 

Apetece-me ficar e partir. Independentemente de onde ficar ou para onde partir.

 

Tenho a estranha sensação que tudo estará voltado ao contrário.

 

Há alguns anos atrás, uma conhecida minha fez, lá para os lados de Coimbra, uma cura de sono.

Se calhar isso seria o ideal. Uma cura de sono, da qual eu acordasse, revigorada de energias, pensamentos e sentimentos.

 

Dava-me um certo jeito, acordar com a alma clara de uma linda manhã de verão, cheia e de reflexos dourados de sol, em vez de um final de tarde escuro, carregado de nuvens negras em anúncios de tempestade.

 

Dou-me conta que, o único sitio, onde me apetecia estar neste momento era em Manhouce .

 

Estranho, há cerca de um ano, fui lá pela primeira vez e hoje apetecia-me voltar lá. Em Manhouce as pessoas são genuínas e de alma lavada. contam-nos as suas histórias de vida como se nos conhecessem desde sempre...

 

Era, efectivamente lá que eu queria estar. Sentada, talvez, numa qualquer soleira de porta, a ver quem passa e a dar dois dedos de conversa, quem sabe até a falar sobre aquela abóbora enorme que "saltou" do serrado para a estrada e que alguém lhe fez um apoio preso no muro para que não caísse na estrada e se estragasse...

 

Ver as coisas simples de gentes simples, que por amor à terra onde nasceram e cresceram, fizeram dela uma das mais bonitas aldeias deste país.

 

Curiosamente, dei-me conta agora, que comecei a falar de António Variações, divaguei até chegar a Manhouce , terra de  uma mulher extraordinária (infelizmente não a conheço pessoalmente), dona de uma voz magnifica e pura e que também cantou e canta "Deolinda de Jesus", falo, obviamente de Isabel Silvestre.

 

O meu estado de alma, melhoraria, se ouvisse António Variações e visitasse Manhouce .

 

Afinal, até sei o que quero fazer hoje... Mas, há sempre um mas..., não posso!

 

 

sinto-me:
música: Estou além, de António Variações
escrito por Eusinha às 08:57

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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

Solidão

Vou porque gosto, almoçar de vez em quando, a um restaurante que faz um grelhado mongol, que quanto a mim é uma delicia.

Hoje, como acordei tarde, não tive tempo de preparar o meu almoço, por isso fui lá.

Reparei que em cada mesa estava uma pessoa. Sozinha ...

Pus-me a pensar naquilo que cada um estaria a sentir.

Possivelmente o mesmo que eu: solidão.

Sós, com gente à nossa volta...

Só o grelhado, uma garrafa de água e o frio me faziam companhia...

Nem o sorriso da menina que me atendeu, foi suficiente para me aquecer.

Que raio de sentimento este, que nos gela e transporta para um vazio interior...

 

sinto-me: sózinha
escrito por Eusinha às 14:14

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