Domingo, 28 de Novembro de 2010

Falta-me...

Há alturas na vida em que as circunstâncias nos obrigam a parar e pensar. Esta foi a altura.

 

A troca de sms, noite dentro, com o Pedro e a conversa contigo, levaram-me à conclusão, triste, que as coisas não estão bem.

 

Enquanto fiz a pé, o percurso entre Telheiras e o Colombo, fui-me questionando. Cheguei à conclusão que por algum motivo que me escapa, não sou feliz. Alturas houve em que achei e senti, que a felicidade era o meu estado de espírito habitual. Actualmente isso não acontece.

 

Revisitando mentalmente os últimos anos, não consegui perceber onde ou quando deixei a felicidade escapar.

 

Penso que se prende com um certo comudismo a que me votei e que não me é característico.

 

Descobri que não me sinto realizada.

 

A minha vida, num passado muito recente, limita-se a existir. O que é pouco. Para mim é pouco. Preciso existir porque... E, não esncontro os "porque"...

 

Faltam-me as cores quentes e vibrantes e a luz e o calor do sol.

 

Faltam-me os objectivos e os planos.

 

Falta-me saber para onde quero ir.

 

Falta-me aquele abanão, aquele empurrão.

 

Faltam-me os abraços dos meus filhos e de outras pessoas que amo.

 

Falta-me sentir que vale a pena amar.

 

....

 

Que fazer?

 

Que volta tenho de dar à minha vida?

 

Por onde começar?

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 13:49

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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

...

 

Ultimamente as coisas acontecem de uma forma negativamente surpreendente. No entanto, quero acreditar que sexta-feira, vou tomar café no meu sítio de eleição: o Café Santa Cruz, em Coimbra!

 

Xo, xo forças negativas...

 

 

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 19:33

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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010

...

Qual é a diferença entre o Brasil e Portugal?

 

 

O Brasil tem um palhaço político; Portugal tem políticos palhaços.

sinto-me: com sono
escrito por Eusinha às 00:36

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Domingo, 31 de Outubro de 2010

É impressão minha, ou...

 

... Portugal é um circo onde os políticos sãos os palhaços?

sinto-me:
escrito por Eusinha às 19:58

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Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010

Aplausos...

De pé, aplaudo a grande senhora do teatro, Mariana Rey Monteiro.

 

Neste país, estamos cada vez mais pobres... a cultura está mais pobre.

sinto-me:
escrito por Eusinha às 21:47

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Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

Max Brix Elisabeth

Conheci-o já lá vão muitos anos. Tantos que já não os conto. Um pouco por culpa do Raul que me falou do Festival Maré de Agosto e, me fez ir até à Ilha de Santa Maria, ou se calhar, um pouco por culpa deste meu gosto pelos artistas e que vai muito para além do espectáculo e do palco.

 

Lembro-me que havia uma discoteca, A Chaminé, e que foi para lá que foram os músicos e a organização do festival.

 

Eu, fui levada pelo Leo e pelos restantes músicos da Tânia Maria. O Max, com aquele seu jeito divertido e amigo de ser, explicava as entranhas da discoteca. Na visita guiada. levou-nos a um espaço vedado ao público. Lá, lembro-me bem, estavam a Tânia Maria, o marido, o Leo e eu.

Ouvimos todas as explicações, questionamos e divertimo-nos.

 

Passaram-se anos sem contacto. Quando nos encontramos, por culpa de um outro festival e de um grande amigo em comum, a amizade renasceu. Acompanhei de longe a luta. Sabia o que se passava. Mas ontem, ao saber que nos tinha deixado, senti-me vazia...

 

Homem da fotografia, amigo verdadeiro, dono de um sorriso fantástico e brilhante, um pai e tanto, fiel aos seus ideais e aos seus sonhos, contador de histórias fascinante,  partiu ontem.

 

A tua família Max, está de luto. Para além deles, a tua ilha, os Açores, o Mundo, as Artes (fotografia, música e teatro), os teus Amigos...

 

Lembrar-me-ei de ti, do teu abraço e do teu sorriso e, sentirei ao longo da vida, o calor da tua amizade.

 

Obrigada, Amigo!

 

Descansa em paz!

sinto-me:
escrito por Eusinha às 13:12

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Quinta-feira, 7 de Outubro de 2010

Marés

Há uns meses atrás tinha cá em casa quatro máquinas de lavar roupa. Não eram novas, mas funcionavam todas. Duas tipo industrial e duas normais.

 

Acontece que, aquela que eu utilizava mais, avariou. Chamado o técnico, chegou-se à conclusão que o custo da reparação era superiror ao valor da máquina. Avançou uma das outras. Ao ligá-la, começou a deitar fumo por tudo o que era lado. Como já não era nova, não chamei o técnico e, juntei-a à outra para que a Câmara Municipal as viesse recolher.

 

Ainda tinha as duas tipo industrial. Diga-se que uma não trabalhava há um mês e a outra desde que vendera o apartamento onde ela estava.

 

Liguei a primeira e, funcionava. Boa! Carreguei-a com a roupa a lavar, seleccionei o programa adequado e toca de virar costas, confiante que tudo iria correr bem... Quando me dirigi ao quarto das máquinas para verificar se estava tudo bem, tinha o recinto inundado e a água saia da máquina por tudo o que era lado.

 

Juntei esta às outras duas e instalei a quarta no devido sítio. Ao ligá-la ela simplesmente não respondeu.  O motor, por falta de uso, "colou".

 

Conclusão: tive de comprar uma máquina de lavar roupa nova.

 

Agora, a brincadeira parece querer repetir-se, mas com os computadores cá de casa.

 

No final do mês de Agosto, o meu portátil deixou de trabalhar. O meu marido levou-o ao técnico. Sabíamos que era o disco rígido. Quando chegou à loja, o "bichinho" funcionou. Até domingo... Domingo, "morreu" de vez! Ontem, o meu filho ligou o computador da comunidade (assim chamado porque está instalado no sótão e é utilizado pelo meu filho e pelos amigos dele sempre que precisam, quer para trabalhos quer para jogarem), ligou-o e ele nada... diagnóstico: disco rígido foi à vida.

 

Hoje, estou a escrever no computador da filhota. Mas, não posso utilizá-lo sempre. Só o posso fazer quando ela não precisar dele. Espero que este se aguente...

 

Como "o mar não está para lapas", estabelecendo uma ordem de prioridades, avançará logo que possível um disco rígido para o computador da comunidade e o meu bichinho ficará a descansar à espera de melhores dias, se eles vierem...

 

Nesta fase em que ainda estou de perna esticada, tinha conseguido um trabalho junto de uma investigadora universitária e que, para além de me manter ocupada, iria proporcionar-me a entrada de algum dinheirito extra, para, justamente, compensar a quebra no vencimento... Vou acabar este trabalho e já não me poderei comprometer com o outro que já está a ser preparado.

 

É caso para dizer que um azar nunca vem só...

 

Nota: Devo ficar ausente por algum tempo... Quanto?!

 

 

 

 

sinto-me:
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escrito por Eusinha às 12:27

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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

A saúde mental dos portugueses, por Pedro Afonso

Habitualmente não o faço, mas hoje vou fazê-lo. Publicar aqui um texto que me chegou por e-mail.

 

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.

Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destasperturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.

Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso

Médico psiquiatra

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escrito por Eusinha às 21:28

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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

Pinguim Café

Se hoje, estivesse no Porto, iria de certeza até ao número 67 da Rua de Belomonte, ao Pinguim Café. Desceria as escadas, instalava-me e ficava, calmamente, à espera que alguém, possivelmente o Rui, me transportasse para o país da poesia.

 

Tenho tantas saudades de alimentar a alma, com uma boa noite de poesia. Há quanto tempo não o faço?! Há algum...

 

Quem sabe, uma segunda feira qualquer, não vou tirar a alma da miséria... e, ouvir quem me queira satisfazer a alma.


 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 20:00

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Domingo, 26 de Setembro de 2010

Apeteceu-me

Ontem, levei o dia todo com a certeza de que apenas a tua voz me traria tranquilidade. Precisava ouvir-te a dizer um poema... Hoje fui pequisar e, encontrei este... O mar... Sempre o mar...

 

 

 

P.S. Tenho muitas saudades tuas... Sinto falta daquele abraço...

sinto-me:
escrito por Eusinha às 18:52

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