Sábado, 4 de Outubro de 2008

Desabafo

Não vivo no fim do mundo, mas até parece. Desde ontem que os telemóveis não conseguem captar rede, a internet, volta e meia desaparece. Preciso comunicar e não consigo...

 

O que me leva a pensar o que faria, se precisasse comunicar, há por exemplo vinte anos atrás?!

 

Complicado...

 

Desde que iniciei este post, já fiquei sem ligação, via internet, umas quantas vezes (o que me vale são os rascunhos), e o outro que tinha na calha, foi-se, por quebra de inspiração.

sinto-me: irritada
escrito por Eusinha às 20:41

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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Ao meu tio

Queria poder escrever o que me vai na alma, mas as palavras misturam-se com as emoções e tornam-se prisioneiras do silêncio.

 

Não consigo pensar de uma forma coerente e sinto as lágrimas secas. 

 

O choque fez-me ficar assim. Não sei o que penso, não sei o que sinto, não sei o que digo ou escrevo.

 

Parece que flutuo sobre a realidade, e que esta realidade não é minha. Mantenho um distanciamento (como se existisse um muro) e uma proximidade à vida que se apagou.

 

A ti, tio, obrigada por tudo. Pela ajuda, pela disponibilidade, pelas noites de Natal, pelas gargalhadas, pelas histórias, pelo sumo de laranja, pelas explicações. Mas sobretudo por me teres concedido o privilégio de fazer parte dos teus amigos.

 

Obrigada!

 

Parte em Paz!

sinto-me:
escrito por Eusinha às 11:19

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Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Complô?!

 

Ok! Já percebi... Fizeram todos um complô.

 

Um a um vão-se todos embora. O que vos deu? Com quem poderei encontrar-me quando for a Coimbra?

 

Os destinos e os motivos são vários, mas certo, certo, é que resolveram todos deixar Coimbra...

E deixar-me a mim... assim... Murcha!

sinto-me: Murcha
escrito por Eusinha às 13:57

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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

Cada um vale pelo que vale...

 

Sempre soube, mas hoje tornou-se por demais marcante o facto de a maior parte de nós não ter significado absolutamente nenhum para a grande maioria das pessoas que nos rodeiam, independentemente da distância a que se encontrem.

 

Eu, não sou o contrário dessa maioria. Por isso valho o que valho, ou seja NADA.

 

Sinto-me uma ilha. Completamente isolada e sem qualquer tipo de vida.

 

Fazer de conta que conseguiria ultrapassar a indiferença e até mesmo a  indiferença com que me tratam, exigiu de mim, muito mais do que eu imaginava. A resistência e o esforço deram cabo de mim.

 

Sim, estou triste, desiludida, sozinha, desanimada, deprimida, esquecida, infeliz, amargurada e sem vontade ou coragem de continuar.

 

música: Everybody Hurts - REM
escrito por Eusinha às 21:16

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Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

Estado de alma

Deve ter sido com um estado de espírito semelhante a este em que me encontro, que António Variações, escreveu o "Estou além".

 

Hoje será um daqueles dias em que a ansiedade e as incertezas, acompanhar-me-ão, como fiéis companheiras.

 

Sei que é preciso fazer qualquer coisa, mas nem sei bem o quê. Tenho a sensação que tudo aquilo que eu possa fazer hoje, resultará num fracasso tremendo e terá consequências desastrosas.

 

Apetece-me ficar e partir. Independentemente de onde ficar ou para onde partir.

 

Tenho a estranha sensação que tudo estará voltado ao contrário.

 

Há alguns anos atrás, uma conhecida minha fez, lá para os lados de Coimbra, uma cura de sono.

Se calhar isso seria o ideal. Uma cura de sono, da qual eu acordasse, revigorada de energias, pensamentos e sentimentos.

 

Dava-me um certo jeito, acordar com a alma clara de uma linda manhã de verão, cheia e de reflexos dourados de sol, em vez de um final de tarde escuro, carregado de nuvens negras em anúncios de tempestade.

 

Dou-me conta que, o único sitio, onde me apetecia estar neste momento era em Manhouce .

 

Estranho, há cerca de um ano, fui lá pela primeira vez e hoje apetecia-me voltar lá. Em Manhouce as pessoas são genuínas e de alma lavada. contam-nos as suas histórias de vida como se nos conhecessem desde sempre...

 

Era, efectivamente lá que eu queria estar. Sentada, talvez, numa qualquer soleira de porta, a ver quem passa e a dar dois dedos de conversa, quem sabe até a falar sobre aquela abóbora enorme que "saltou" do serrado para a estrada e que alguém lhe fez um apoio preso no muro para que não caísse na estrada e se estragasse...

 

Ver as coisas simples de gentes simples, que por amor à terra onde nasceram e cresceram, fizeram dela uma das mais bonitas aldeias deste país.

 

Curiosamente, dei-me conta agora, que comecei a falar de António Variações, divaguei até chegar a Manhouce , terra de  uma mulher extraordinária (infelizmente não a conheço pessoalmente), dona de uma voz magnifica e pura e que também cantou e canta "Deolinda de Jesus", falo, obviamente de Isabel Silvestre.

 

O meu estado de alma, melhoraria, se ouvisse António Variações e visitasse Manhouce .

 

Afinal, até sei o que quero fazer hoje... Mas, há sempre um mas..., não posso!

 

 

música: Estou além, de António Variações
sinto-me:
escrito por Eusinha às 08:57

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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

Sinto um vazio...

Não pretendo fazer deste meu cantinho, o meu muro das lamentações, mas uma vez mais, perdi alguém muito especial.

Perdi, após 5 meses de luta contra um cancro no pâncreas, alguém que me viu crescer e a quem por brincadeira eu chamava de padrinho.

A brincadeira, tornou-se bem real, quando resolvi casar e achei que era o momento de oficializarmos os laços que nos uniam, convidando-o para meu padrinho de casamento. Aceitou de imediato.

Diz quem assistiu que a alegria dele foi tão grande que, e isso eu sei ser verdade, adiou uma viagem que tinha programada.

As lágrimas não me deixam escrever... e a tristeza que me invade não me deixa raciocinar.

Sinto um vazio enorme, um buraco negro dentro de mim...

 

Estarás, como sempre estiveste, entre aqueles que tem lugar privilegiado no meu coração.

 

Descansa em Paz. Acabou a luta.

 

 

P.S. A todos quantos me enviaram e-mails ou deixaram comentários, quando pela primeira vez, me referi à doença do meu padrinho, agradeço o carinho e a amizade.

À amiga Branca, do Brasil, um abraço e obrigada pela energia.

 

 

 

sinto-me: triste, muito triste
escrito por Eusinha às 13:39

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Domingo, 18 de Março de 2007

...a um puto FANTÁSTICO - ATC da FAP HH

FIM

Quando eu morrer batam em latas,

Rompam aos saltos e aos pinotes

Façam estalar no ar chicotes

Chamem palhaços e acrobatas.

Que o meu caixão vá sobre um burro

Ajaezado à andaluza:

A um morto nada se recusa,

E eu quero por força ir de burro...

Mário de Sá Carneiro

Ao longo da vida, tenho perdido amigos para a Vida e tenho, também, perdido amigos para a Morte.

Os que perco para a vida, não eram de facto verdadeiros amigos.

Os que perco para a morte, são-no na verdadeira acepção da palavra.

Tu, foste um guerreiro. Lutaste contra a doença e contra a morte, de igual para igual.

No verão passado, quando foste operado pela última vez, foi-nos dito que a tua esperança de vida era de apenas 2 ou 3 meses.

De cabeça erguida encorajaste-nos, sim, porque eras tu quem nos dava coragem para continuarmos ao teu lado na luta e na esperança. Sempre com o teu sorriso dizias estar bem e continuas em frente, com uma coragem desmedida, não querias ver ninguém triste.

Mesmo longe de nós, sempre que sabias de alguma festa, eras tu quem dizia:

- Mas, o que é que vocês estão a fazer em casa? Não há festa em...?

Sei que não gostarias de ver lágrimas nos rostos daqueles que, quer de uma forma ou de outra, sentem a tua partida.

Gostarias muito mais de uma boa musiquinha... Não era?

Foi exactamente por isso que me lembrei deste poema de Mário de Sá Carneiro.

Que haja festa na tua partida, meu amigo.

Descansa em Paz!

 

sinto-me:
música: Fim - Trovante
escrito por Eusinha às 12:41

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Sexta-feira, 16 de Março de 2007

4º Aniversário da Cimeira da Vergonha

Fazer política é um acto constante, comum a cada um de nós, sem que muitas vezes nos apercebamos que estamos a praticá-lo.

Apesar de ter as minhas opiniões definidas, não ando por aí a manifestá-las , mas hoje, passados que são quatro anos da dita Cimeira das Lajes, queria apenas deixar como reflexão a seguinte questão:

  • Valeu a pena?

A minha resposta é:  NÃO!

Há quatro anos atrás, num lindo dia de sol, os aviões um a um aterravam na Base das Lajes, transportando George W. Bush , Tony Blair , José Maria Aznar e Durão Barroso.

A justificação apresentada, vinha no sentido de, face aos últimos acontecimentos, haver necessidade de uma tomada de posição contra o terrorismo.

Os voos civis chegaram apinhados de jornalistas e todo o tipo de pessoas ligadas à comunicação social, de todo o mundo.

Todo o alojamento disponível , foi ocupado.

Viam-se câmaras fotográficas com enormes objectivas, sendo transportadas às costas dos seus fiéis utilizadores.

Fervilhava gente estranha por todo o lado, ouviam-se línguas estranhas, também.

Os Açores, nomeadamente a Ilha Terceira, haviam sido colocados no mapa mundial, sem terem sido perdidos nem achados.

As gentes, movidas entre a curiosidade e a vergonha, manifestaram-se de diversas formas. Há registos.

Confesso, senti vergonha. Ainda sinto. Se calhar com maior intensidade agora.

Terá o mundo beneficiado  com a  invasão do Iraque? Terão as famílias que perderam entes queridos no conflito, beneficiado de alguma forma? Teremos nós portugueses, tirado qualquer tipo beneficio?

Cabe a cada um de nós, mergulhar no seu "eu" interior e descobrir respostas, para estas e outras questões relacionadas com este tema.

 

 

sinto-me: envergonhada e triste
escrito por Eusinha às 13:48

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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

Amor e desamor

Nunca escondi o que sinto. Nem de ti nem de ninguém.

Suponho que seja exactamente isso que te assusta. Saberes o que sinto e teres medo, sim, medo, de te enredares nos sentimentos e retribuires. Retribuires da mesma forma e com a mesma intensidade.

Não tenhas medo, meu querido. Não devemos nunca ter medo de amar.

Entrego-te todo o meu amor. Não me devolvas desamor.

Não mates o que sentimos com o silêncio, com a ausência e com a distância.

Vive! Sente! Ama!

Quebra o silêncio, mostra-te presente e encurtece a distância.

Faz-me sentir a proximidade de um beijo teu, do teu sorriso ou até mesmo da tua gargalhada.

Volta do nada em que te perdeste, mergulhado na promessa de "amanhã ligo-te, ou se calhar ainda hoje", da qual me deixaste suspensa toda esta semana...

Se demorares muito, não sei se terei a paciência necessária para ficar aqui, á espera.

Cada silêncio que semeias, é um abismo profundo, cavado entre nós...

Será isso que tu pretendes? Afastares-te de mim, daquilo que temos?

Se é, estás a conseguir...

O teu desamor está, com as suas mãos assassinas, a asfixiar todo o meu amor, que sufoca pela falta de ti...

Beijo-te, meu querido, e talvez esta seja a última vez que o faça.

 

sinto-me: triste, magoada, amarga, só
escrito por Eusinha às 19:17

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