Domingo, 18 de Dezembro de 2011

Cesária Évora - a outra face da diva dos pés descalços

Peco pelo tardio, ao escrever este post. Deveria tê-lo escrito há já algum tempo. No entanto, hoje apeteceu-me e, eu ainda funciono um pouco consoante os apetites.

 

Não conheço Cabo Verde, mas tenho amigos que são caboverdianos, gente que visita a sua terra de dois em dois anos e que trazem, de cada vez que lá vão, algo de novo para contar.

 

Recordo-me de que as lágrimas me vieram aos olhos ao ouvir, emocionada, a história de Cesária Évora, mulher simples, amiga da sua terra, amiga dos seus amigos e sobretudo, amiga de muitos conterrâneos desconhecidos.

 

Contaram-me estes amigos que, Cesária tinha um casa na sua terra natal. Essa casa, quer ela estivesse em Cabo Verde, França, ou qualquer outro país, tinha sempre a porta aberta e a mesa posta. Para quê? Para que todos aqueles que tivessem fome e não tivessem o que comer, entrassem, sentassem e comessem, sem pressa, dissera-me eles.

 

Mantinha, alguém responsável pela gestão da casa e empregou algumas pessoas. A casa funcionava sempre.

 

A música afastou-a fisicamente do seu país, mas não da sua gente. O egoísmo não tomou conta do seu coração e a fama não lhe turvou os sentidos. Usou o fruto do seu trabalho para continuar a ajudar aqueles que mais precisavam.

 

Grande Cesária Évora!

 

Muito para além da música... "SÔDADE"!

 

Obrigada!

 

 

música: Sôdade
escrito por Eusinha às 11:41

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Quinta-feira, 7 de Abril de 2011

Analogia para hoje...

Os sucessivos Governos Portugueses e, não descarto nenhum deles, provocaram no País um estrago em tudo semelhante ao das térmitas na madeira seca... Destruíram o âmago. O que se via de fora, nada mais era do que uma fina película que virou pó quando lhe tocaram de perto.

 

A acção das térmitas não tem resultado imediato, mas sim a médio/longo prazo, mas os estragos são irreversíveis se não se agir com determinação e atempadamente...

 

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 22:01

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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010

...

Qual é a diferença entre o Brasil e Portugal?

 

 

O Brasil tem um palhaço político; Portugal tem políticos palhaços.

sinto-me: com sono
escrito por Eusinha às 00:36

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Domingo, 31 de Outubro de 2010

É impressão minha, ou...

 

... Portugal é um circo onde os políticos sãos os palhaços?

sinto-me:
escrito por Eusinha às 19:58

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Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010

Aplausos...

De pé, aplaudo a grande senhora do teatro, Mariana Rey Monteiro.

 

Neste país, estamos cada vez mais pobres... a cultura está mais pobre.

sinto-me:
escrito por Eusinha às 21:47

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Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

Max Brix Elisabeth

Conheci-o já lá vão muitos anos. Tantos que já não os conto. Um pouco por culpa do Raul que me falou do Festival Maré de Agosto e, me fez ir até à Ilha de Santa Maria, ou se calhar, um pouco por culpa deste meu gosto pelos artistas e que vai muito para além do espectáculo e do palco.

 

Lembro-me que havia uma discoteca, A Chaminé, e que foi para lá que foram os músicos e a organização do festival.

 

Eu, fui levada pelo Leo e pelos restantes músicos da Tânia Maria. O Max, com aquele seu jeito divertido e amigo de ser, explicava as entranhas da discoteca. Na visita guiada. levou-nos a um espaço vedado ao público. Lá, lembro-me bem, estavam a Tânia Maria, o marido, o Leo e eu.

Ouvimos todas as explicações, questionamos e divertimo-nos.

 

Passaram-se anos sem contacto. Quando nos encontramos, por culpa de um outro festival e de um grande amigo em comum, a amizade renasceu. Acompanhei de longe a luta. Sabia o que se passava. Mas ontem, ao saber que nos tinha deixado, senti-me vazia...

 

Homem da fotografia, amigo verdadeiro, dono de um sorriso fantástico e brilhante, um pai e tanto, fiel aos seus ideais e aos seus sonhos, contador de histórias fascinante,  partiu ontem.

 

A tua família Max, está de luto. Para além deles, a tua ilha, os Açores, o Mundo, as Artes (fotografia, música e teatro), os teus Amigos...

 

Lembrar-me-ei de ti, do teu abraço e do teu sorriso e, sentirei ao longo da vida, o calor da tua amizade.

 

Obrigada, Amigo!

 

Descansa em paz!

sinto-me:
escrito por Eusinha às 13:12

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Domingo, 18 de Abril de 2010

...

Pois é! Hoje, precisava ser como a preta: ter dois corações...

 

Fico sempre dividida quando, os clubes pelos quais torço, se defrontam. E, logo hoje, em que chove a potes, venta que se farta, e em que ne sinto irritada com tudo, sim, logo hoje a Académica tinha de receber o Benfica???

 

Ah! E podem parar com as sms... Mas, podem continuar a rir-se à minha custa.

 

A última sms que recebi dizia o seguinte: "Ainda tens unhas??? É que a tua Académica vai jogar com o nosso Benfica... Lol. Bjs"

 

Com amigos como estes, quem precisa de inimigos?

 

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 18:20

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Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

Desculpem lá...!

«Sinto alguma amargura por ter sido motivado a deixar o país» Victor Constâncio

 

O homem está amargurado porque vai para o Banco Central Europeu no próximo dia 1 de Junho?! Quem o obrigou a candidatar-se?

 

Por ir ganhar mais 3.700 €/mês? Sabe que em Portugal há quem lute todos os anos para sobreviver, porque recebe esse valor anualmente?

 

As regalias, das quais não se fala, não lhe agradam?

 

Ou por ocupar o lugar de vice? Ou era esse ou nada, não era?

 

Desculpem lá, mas o homem está a gozar com a cara de quem? Está a insultar a inteligência de quem? Pretenderá ele, que nós, que apertamos o cinto e lutamos para que as contas fiquem pagas a cada final de mês, acreditemos nisso?

 

Antes de ir ocupar a sua cadeira de ouro, senhor Victor Constâncio, porque não se propõe viver, o tempo que medeia entre hoje e 1 de Junho, com o salário mínimo nacional, e sem as mordomias a que está habituado? É que sabe, eu gostaria de ver. Eu, e se calhar, muitos milhares de portugueses.

 

 

 

sinto-me: o diabo com cornos e tudo!!!
música: Perante isto, não há música que me alegre
escrito por Eusinha às 19:29

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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Recuando no tempo... desespero actual

Dia 1 de Janeiro de 1980. Quinze horas e quarenta minutos.

 

Dia de Ano Novo. O almoço foi animado. Lá em casa era sempre assim. Planeando o dia seguinte, cada um de nós foi desenvolver tarefas pendentes e necessárias. Nós as manas, estamos juntas. Os pais estavam no outro lado da casa.

 

Entre risos, cambalhotas, e gargalhadas, surgiu um ruído estranho. Ruído que passou a estrondo. A casa, sacudia e retorcia. Os objectos caiam de todos os lados. Da rua, chegavam gritos. Peguei na minha irmã mais nova ao colo e abracei a outra. Tentamos chegar à porta da rua. Encontramos os meus pais que vinham em nosso auxílio. Dirigimo-nos para a rua. A porta não abria. Os gritos continuavam a chegar e o barulho de pedras a rolar e paredes a cair.

 

Conseguimos sair. O caos estava ali mesmo à nossa frente. A igreja que ficava mesmo em frente, estava parcialmente destruída. Ao olharmos para trás, verificamos que aquela que tinha sido a "nossa" casa, e de onde tínhamos acabado de sair, era um monte de escombros...

 

Nós, a família de cinco pessoas, estava bem. Sem nada. Mas juntos.

 

Perante a tragédia de Haiti, senti-me paralisar. Não consegui raciocinar de uma forma coerente. Fiquei à beira do desespero. De um desespero antigo. De um desespero recente. O que fazer?

 

 

P.S. Acabei de receber uma chamada telefónica. Alguém que conta comigo para ajudar a angariar fundos. Mãos à obra! Há quem precise de mim, de nós!

 

 

 

 

 

sinto-me: a pôr as ideias no papel
escrito por Eusinha às 15:32

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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Muros

Numa altura em que se comemora a queda do Muro de Berlim, na Palestina o muro começa a ceder e,espero eu, em breve deixará de existir; na Indía há um que começa a ser construido...

sinto-me:
escrito por Eusinha às 23:26

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