Segunda-feira, 11 de Maio de 2015

Apetece-me dizer um palavrão

Uma mulher acorda bem disposta. O dia tem uma daquelas temperaturas deliciosas que nos faz pensar no verão, nas férias  ... 

Toca o telefone, atendemos com um sorriso nos lábio e energia na voz. O efeito dura pouco. Do outro lado, a nossa interlocutora tem para nos dar uma notícia triste,

A J., de apenas 50 anos, está internada, em fase terminal, induziram-lhe o coma... Aguarda-se o pior...

A revolta cresce. É tão nova. Tão cheia de vida. Dona de uma contagiante alegria de viver.

A mim, bem, a mim só me apetece dizer... "F*&@-+#"!

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escrito por Eusinha às 17:02

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Sábado, 1 de Fevereiro de 2014

...

Ainda que o silêncio seja longo, estou viva!

 

Vivo entre o aqui e o agora, tentando sorrir, sim tentando, que a vida não está para graças e, levo o meu sorriso a quem dele mais precisa.

 

A vida muda! E muda-nos!

 

E, nós crescemos, evoluímos. Descobrimos quem é, e deve ser, e quem foi e nunca deveria ter sido.

 

Malas são feitas e desfeitas. Abraços são dados à chegada e à partida.

 

Emoções são sentidas e nunca negadas...

 

 

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escrito por Eusinha às 10:55

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Domingo, 18 de Dezembro de 2011

Cesária Évora - a outra face da diva dos pés descalços

Peco pelo tardio, ao escrever este post. Deveria tê-lo escrito há já algum tempo. No entanto, hoje apeteceu-me e, eu ainda funciono um pouco consoante os apetites.

 

Não conheço Cabo Verde, mas tenho amigos que são caboverdianos, gente que visita a sua terra de dois em dois anos e que trazem, de cada vez que lá vão, algo de novo para contar.

 

Recordo-me de que as lágrimas me vieram aos olhos ao ouvir, emocionada, a história de Cesária Évora, mulher simples, amiga da sua terra, amiga dos seus amigos e sobretudo, amiga de muitos conterrâneos desconhecidos.

 

Contaram-me estes amigos que, Cesária tinha um casa na sua terra natal. Essa casa, quer ela estivesse em Cabo Verde, França, ou qualquer outro país, tinha sempre a porta aberta e a mesa posta. Para quê? Para que todos aqueles que tivessem fome e não tivessem o que comer, entrassem, sentassem e comessem, sem pressa, dissera-me eles.

 

Mantinha, alguém responsável pela gestão da casa e empregou algumas pessoas. A casa funcionava sempre.

 

A música afastou-a fisicamente do seu país, mas não da sua gente. O egoísmo não tomou conta do seu coração e a fama não lhe turvou os sentidos. Usou o fruto do seu trabalho para continuar a ajudar aqueles que mais precisavam.

 

Grande Cesária Évora!

 

Muito para além da música... "SÔDADE"!

 

Obrigada!

 

 

música: Sôdade
escrito por Eusinha às 11:41

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Segunda-feira, 13 de Junho de 2011

Sentir pena ou vontade de rir?

Um estudo da Universidade Fernando Pessoa revela que os Portugueses riem cada vez menos. Ao ler esta notícia, lembrei-me de um certo chefe de gabinete, que proibiu as funcionárias do serviço de rirem.

 

Para além da pouca vontade que ainda possamos ter, aparece um besta de gravata (porventura pensando que por usar gravata pode ser considerado alguma coisa que não o é enquanto pessoa) a proibir o riso, cada vez mais escasso, de cada uma das funcionárias daquele departamento. Sim, PROIBIR!

 

Proibiu de rir, de andarem de saltos altos no corredor (diz que o barulho dos saltos lhe impede a concentração, coitado!) e sabe-se lá que mais, aquele infeliz, se prepara para proibir. De respirar?! Será que o simples facto de alguém respirar à sua volta, o desconcentra?

 

Eu, que tanto gosto de uma boa gargalhada, daquelas saídas da barriga, sonoras e que me abalam o corpo todo, ter-lhe-ia respondido assim:

 

- Se o senhor gosta da sua vida a preto e branco, isso é consigo. Eu gosto da minha a colorido!

 

Para si, senhor chefe de gabinete, a minha melhor gargalhada: Ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah!

 

Chega?! Ou quer mais?!

 

 

Nota: Ainda que, nestes últimos tempos, o riso não seja meu companheiro, espero recuperar a vontade de rir. Rir,rir muito.

 

 

 

 

sinto-me:
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escrito por Eusinha às 18:29

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Sábado, 14 de Maio de 2011

Quereres

Hoje, queria um quarto,

uma cama (não importa a largura),

rosas e velas espalhadas por todo o espaço,

um vinho fresco, para nos refrescarmos (e aquecermos de seguida).

 

Hoje, queria o teu beijo, o teu cheiro e o teu sabor,

o teu corpo nu...

 

Hoje, queria tanto, fazer amor...

Contigo!

sinto-me:
escrito por Eusinha às 16:24

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Quinta-feira, 7 de Abril de 2011

Analogia para hoje...

Os sucessivos Governos Portugueses e, não descarto nenhum deles, provocaram no País um estrago em tudo semelhante ao das térmitas na madeira seca... Destruíram o âmago. O que se via de fora, nada mais era do que uma fina película que virou pó quando lhe tocaram de perto.

 

A acção das térmitas não tem resultado imediato, mas sim a médio/longo prazo, mas os estragos são irreversíveis se não se agir com determinação e atempadamente...

 

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 22:01

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Domingo, 27 de Março de 2011

Quero

Quero despir esta pele e, vestir outra

Mais leve, mais alegre, mais feliz.

Quero deambular sorridente

Por entre as àrvores

E sorrir como resposta

Ao chilrear da passarada.

 

Quero cheirar a rosa que desabrocha ao meu lado

Sentir a Primavera nos cabelos.

Quero sentir-me viva e vivida

Por cada dia passado, por hoje,

E pelo futuro viajar, sem medo,

Aqui e agora.

 

Quero apenas a liberdade de ser.

De estar, de sentir.

Quero deixar-te lá bem atrás

Onde ficam as memórias

A esquecer.

 

Quero!

 

 

 

 

 

 

sinto-me:
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escrito por Eusinha às 14:14

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Domingo, 28 de Novembro de 2010

Cântico Negro, José Régio

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

 

 

 

P.S. É exactamente isto: "Não sei por onde vou, não sei para onde vou, SEI QUE NÃO VOU POR AÍ!

sinto-me:
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escrito por Eusinha às 14:25

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Falta-me...

Há alturas na vida em que as circunstâncias nos obrigam a parar e pensar. Esta foi a altura.

 

A troca de sms, noite dentro, com o Pedro e a conversa contigo, levaram-me à conclusão, triste, que as coisas não estão bem.

 

Enquanto fiz a pé, o percurso entre Telheiras e o Colombo, fui-me questionando. Cheguei à conclusão que por algum motivo que me escapa, não sou feliz. Alturas houve em que achei e senti, que a felicidade era o meu estado de espírito habitual. Actualmente isso não acontece.

 

Revisitando mentalmente os últimos anos, não consegui perceber onde ou quando deixei a felicidade escapar.

 

Penso que se prende com um certo comudismo a que me votei e que não me é característico.

 

Descobri que não me sinto realizada.

 

A minha vida, num passado muito recente, limita-se a existir. O que é pouco. Para mim é pouco. Preciso existir porque... E, não esncontro os "porque"...

 

Faltam-me as cores quentes e vibrantes e a luz e o calor do sol.

 

Faltam-me os objectivos e os planos.

 

Falta-me saber para onde quero ir.

 

Falta-me aquele abanão, aquele empurrão.

 

Faltam-me os abraços dos meus filhos e de outras pessoas que amo.

 

Falta-me sentir que vale a pena amar.

 

....

 

Que fazer?

 

Que volta tenho de dar à minha vida?

 

Por onde começar?

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 13:49

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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

...

 

Ultimamente as coisas acontecem de uma forma negativamente surpreendente. No entanto, quero acreditar que sexta-feira, vou tomar café no meu sítio de eleição: o Café Santa Cruz, em Coimbra!

 

Xo, xo forças negativas...

 

 

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 19:33

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