Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010

Desiludida

 

 

 Sim, estou. E comigo!

 

A ponto de questionar tudo e não acreditar em nada.

 

Ando à roda mas, a angústia que sinto não me deixa sair do mesmo lugar. Procuro respostas. Não as encontro.

 

Estou a um passo de desistir... Amanhã tenho de tomar uma decisão firme. Preciso tomar uma decisão firme.

 

... que o sono chegue logo e seja tranquilizador.

 

 

 

 

 

 

 

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 23:21

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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

E pronto... queria...

E pronto...

Queria ir à queima das fitas! E queria não estar triste! E queria receber um abraço! E queria sentir-me bem! E queria estar longe dos problemas que me cercam! E queria caminhar de cabeça erguida! E queria estar feliz! E queria afastar-me deste buraco negro que tanto me atrai! E queria voltar as costas ao abismo, aqui mesmo à minha frente! E queria parar de chorar! E queria... queria tanto estar em Paz comigo!

 

 

sinto-me:
escrito por Eusinha às 19:22

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Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Reflexo

Sou o reflexo do desespero

                         do abandono

                         da solidão

 

Sou uma vida vazia

                          fria

                          só

sinto-me:
escrito por Eusinha às 19:45

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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Pressentimento(s)

Sinto que algo vai acontecer na viagem que se inicia hoje à noite. E que esse algo não é positivo. Regra geral os pressentimentos não me enganam.

 

Não consigo explicar, mas parece que forças invisíveis exercem um bloqueio para que a viagem não aconteça. É demasiada tensão.

 

Costumo viajar alegre e sem expectativas. Desta vez não estou a conseguir.

 

Aguardemos, então, o evoluir da situação. Às tantas ainda fico em casa e mando tudo pelos ares...

 

Quando digo tudo é, tudo mesmo. Faço um corte com uma série de coisas, inclusivé planos futuros.

 

Depois sento-me no chão a ver o que acontece...

 

sinto-me: desanimada, sob pressão
escrito por Eusinha às 12:54

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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

...

"Morro por ti, mas vivo por MIM!"

sinto-me: ...
escrito por Eusinha às 03:54

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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Maria

Chegou a casa tarde e cansada. Apetecia-lhe um banho quente e relaxante. Mas não podia dar-se a esse capricho. Não naquele momento. Tinha de terminar de ajustar contas com o passado e encerrá-lo.

 

Tinha decidido que seria naquele dia e tinha de sê-lo. Adiara tempo demais. O emprego também não ajudava. Achavam todos que por viver sozinha tinha toda a disponibilidade do mundo, para trabalhar até tarde, sempre que fosse conveniente para a empresa. Já começava a cansar.

 

Mas o passado tinha que ser encerrado, hoje, na caixa de madeira que tinha no colo. Acreditava, até, que já podia encerra-la para sempre. Fora doloroso demais, a ausência do marido, os filhos a crescerem sem o pai, o olhar do próprio pai sempre que lá iam a casa, como se quisesse dizer-lhe: "eu bem te avisei, não me deste ouvidos!"

 

Lembrava-se como se fosse hoje, o dia em que conhecera o marido e por ele se apaixonara. Frequentava o primeiro ano de faculdade e ele o terceiro. Tropeçaram um no outro no corredor da faculdade. Pouco tempo depois, uma amiga comum, apresentou-os. Começaram a namorar. Passado pouco tempo decidiram ir viver juntos. A família dele não aceitou. Tiveram de casar. Os seus pais nunca tinham aceite aquele casamento. Agora sabia que tinham razão.

 

Quando o segundo filho nasceu, Maria, teve de deixar de trabalhar. Francisco o mais velho, tinha apenas dois anos. Ficou com os dois em casa. Foi então que surgiu o convite para que Gonçalo, o marido, fosse fazer investigação numa universidade nos Estados Unidos. Seria por pouco tempo. Era prestigiante para ele e daria um dinheirito extra (que convenhamos, vinha mesmo a calhar). Analisada a situação, pesados os pós e os contras, Gonçalo aceitou o convite e partiu por dois anos.

 

Foram dois longos anos. Difíceis para Maria. Mas Gonçalo vinha a casa de seis em seis meses, o que era muito bom.

 

Um dia, estava Maria a fazer o seu currículo para apresentar na empresa onde ainda hoje trabalha, recebeu um chamada de Gonçalo. Este felicíssimo , comunicava-lhe que ficaria nos Estados Unidos por mais dois anos.

 

A partir desse momento o casamento, começou a desmoronar-se. O espaço de seis meses entre cada vinda a casa aumentou para um ano e o período de permanência diminuiu de quinze dias para apenas uma semana.

 

Maria sofria em silêncio.

 

Findos os dois anos Gonçalo não voltou. Ficou nos Estados Unidos. Os miúdos deixaram de sê-lo, cresceram e fizeram-se uns jovens bonitos, inteligentes, aplicados e sobretudo amigos da sua mãe. Estudavam com afinco e com dezassete anos entraram para a Universidade. Francisco para Direito e Bernardo para Medicina. Neste momento frequentavam o quarto e segundo ano dos respectivos cursos.

 

Era gratificante para Maria sabê-los a seguir o seu caminho. Já quase não falavam do pai. Mesmo assim, nos longos serões solitários, Maria reuniu uma série de objectos e fotografias que, de alguma forma, os ligasse ao pai. Revelou fotografias onde estavam os dois filhos, para que ambos tivessem acesso ao seu pedaço de história com Gonçalo. Tinha-lhes entregue tudo no último fim de semana. Francisco e Bernardo tinham vindo festejar o aniversário dela...

 

Maria, sorriu. Fechou a caixa e com ela um capítulo da sua vida.

 

Sentiu-se leve.

 

Dirigiu-se ao frigorifico e retirou uma garrafa de champanhe. Ia festejar.

 

Foi até à varanda, sentou-se na sua cadeira de baloiço e começou a beber o líquido gelado, deliciando-se com ele, tanto quanto com aquela sensação de liberdade há tanto esquecida.

Sentia-se livre...

 

Os primeiros raios de sol bateram-lhe no rosto e acordaram-na. Tinha dormido na varanda.

Abriu os olhos lentamente e inspirou o ar fresco da manhã.

 

O dia estava bonito! Ela estava bonita! E a vida... ah! a vida era bela!

 

 

 

sinto-me: inspirada? livre? quem sabe...
escrito por Eusinha às 22:49

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